Foto: Reprodução / Alepe

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Na próxima segunda, 04/08, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) retoma as atividades legislativas do segundo semestre. A expectativa é alta, visto que durante as “férias”, nos bastidores, ruídos, cobranças, declarações diretas e alfinetadas não faltou entre o Legislativo e Executivo.

Durante todo o mês de julho, não houve uma agenda oficial sequer em que a governadora Raquel Lyra (PSD) não cobrasse publicamente a Alepe ou mencionasse a necessidade de aprovação de projetos de interesse de sua gestão, que, segundo aliados da gestora, estão “travados” nas comissões da Casa.

Os recados foram diretos. “Tem gente querendo atrapalhar a nossa gestão”, disse a governadora, durante inaugurações e anúncios na Mata Norte pernambucana. Já em agenda na cidade de Caruaru, o Blog do Yan Lucca registrou com exclusividade a cobrança pública feita pela governadora ao deputado Joaquim Lira (PV), aliado político. Na ocasião, a gestora anunciava um pacote de bondades ao município.

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De forma categórica, Raquel pediu que o parlamentar, no retorno das atividades legislativas, atuasse junto à bancada governista para garantir a liberação dos empréstimos. E ainda alfinetou. “Tem gente que está querendo atrapalhar o desenvolvimento do nosso estado. Mas nosso povo é forte e eu sei que não estou sozinha. A nossa bancada [na Alepe] é ‘arretada’ e sei que se eu precisar, vai todo mundo aqui para a Assembleia Legislativa para pressionar para que os projetos possam ser aprovados logo, porque Caruaru tem pressa, Pernambuco tem pressa e não pode esperar por esses recursos. Agora a gente precisa tirar o atraso e, para isso, precisamos de dinheiro em caixa”, disse na ocasião.

O grande questionamento de deputados oposicionistas é a suposta falta de transparência na prestação de contas de empréstimos aprovados anteriormente, na ordem de R$ 9,2 bilhões, desde 2023. Para este ano, faltam ser aprovados dois empréstimos: um solicitado em março, no valor de R$ 1,5 bi, que deve ser votado nas próximas semanas, e ainda no início do mês de junho, Raquel solicitou mais R$ 1,7 bi.

Os valores que juntos somam mais de R$ 3,2 bi são importantes para o governo, que busca neste segundo semestre “colocar o pé no acelerador”, já de olho em 2026, ano em que a governadora terá que apresentar os feitos de sua gestão e garantir boas vitrines para sua tentativa de reeleição.

Graças ao imbróglio entre a Casa e o Palácio, obras como o Arco Metropolitano e a duplicação da BR-232 estão, segundo aliados, sendo prejudicadas e tendo suas entregas atrasadas.

Sobre o assunto, ainda durante o recesso, o ex-correligionário de Raquel, o presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB), chegou a publicar um vídeo em sua conta do Instagram com duras críticas à gestão e afirmando que a governadora estaria supostamente “terceirizando” a responsabilidade “pela ineficiência da máquina estadual”.

O desdobramento disso tudo saberemos nos próximos dias. A conferir.

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