Foto: Reprodução / Governo de Pernambuco
Nesta quinta-feira (23), a governadora em exercício, Priscila Krause (PSD), publicou um vídeo em suas redes sociais, atualizando seus seguidores sobre o andamento da restauração do prédio da antiga sede do Liceu de Artes e Ofício, próximo ao Quintal do Palácio do Campo das Princesas, vizinho do Teatro de Santa Isabel.
O prédio está sendo restaurado cuidadosamente em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco, para dar espaço a uma Escola Técnica Estadual (ETE). O investimento inicial é de R$ 30 milhões, com prazo de entrega em janeiro de 2026.
Porém, um comentário do internauta Lucas Barbosa (@lucasbarbosanoticias) não passou despercebido, sobretudo por atentar para um detalhe pouco divulgado e noticiado.
Lucas questionou a vice-governadora sobre a obra de recuperação da antiga Fábrica Tacaruna, localizada na Avenida Governador Agamenon Magalhães, bairro de Campo Grande, já na divisa entre Recife e Olinda. “Cadê a obra da Fábrica Tacaruna que prometeram o centro de formação de professores?”, perguntou o jovem.
Habitualmente, os assessores do Palácio costumam responder a perguntas semelhantes. Mas, dessa vez, a resposta veio de um fiel aliado da governadora, o produtor cultural Lúcio Omena, que, mesmo não ocupando cargo na gestão estadual, afirmou que o projeto já estava pronto e em processo de licitação para “iniciarmos a obra”.
“É um projeto complexo, com trâmites importantes para que nada de informação histórica fosse perdida, mas que atendesse ao novo uso. Será ganho duplo: patrimônio e educação também”, completou o produtor, que já foi presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru (FCTC) durante a gestão de Raquel Lyra como prefeita da cidade.

Promessa de recuperação completa um ano
Em outubro deste ano, a promessa de recuperação da antiga Fábrica Tacaruna completou um ano.
Neste mesmo período, no ano passado, a governadora esteve no local gravando um vídeo para anunciar que o espaço, abandonado há mais de três décadas, seria destinado à formação de professores da rede estadual de Pernambuco.
Na época, quem estava à frente do projeto era o arquiteto Carlos Fernando Pontual, responsável por elaborar o projeto executivo de arquitetura do novo centro.
O investimento previsto para a obra era na casa dos R$ 4,2 milhões, com prazo de 300 dias para conclusão.
De lá para cá, sem fatos novos. O espaço segue aberto para esclarecimentos pela gestão estadual.






