Foto: Reprodução/ Governo de Pernambuco
Em julho deste ano, como relatado pelo Blog, o Governo de Pernambuco havia publicado um edital de licitação no valor de R$ 137 milhões para a compra de 25 mil smartphones e serviços de telefonia móvel.
Além da aquisição dos aparelhos e chips SIM Card, o edital previa serviços continuados com cobertura local, nacional e roaming — isto é, a possibilidade de utilizar o celular em áreas fora da cobertura da operadora, seja dentro do país ou no exterior — destinados à chamada “Rede Corporativa do Estado”, contemplando órgãos do Governo Estadual e de outros Poderes.
De acordo com o edital, quatro aparelhos tinham valor estimado em R$ 14.447,00 cada; 200 unidades em R$ 8.115,90; 16.800 unidades em R$ 3.408,50; e 8.000 unidades em R$ 2.809,80.
Entretanto, o processo foi suspenso antes mesmo da escolha da empresa vencedora, que ocorreria em agosto deste ano.
Novo edital
Neste sábado (25), o Governo de Pernambuco republicou o edital, que passou por algumas reformulações — embora sem detalhamento das mudanças, segundo informou a Secretaria de Administração do Estado. O novo pregão eletrônico está previsto para o dia 13 de novembro.
Longe de ser um fato inédito, como já noticiado anteriormente pelo Blog, em matéria do jornalista Yan Lucca, uma fonte ouvida à época, sob sigilo, revelou que em 2021 ocorreu um episódio bastante semelhante durante a gestão do atual prefeito do Recife, João Campos, então sob o governo de Paulo Câmara.
Naquele ano, em plena pandemia da Covid-19, a Câmara Municipal do Recife anunciou uma licitação de R$ 1,9 milhão para a compra de 160 smartphones de última geração e 60 mini modens de internet destinados a vereadores e servidores. A medida gerou forte reação pública, com manifestações de movimentos como o Livres e o MBL-PE, que ingressaram com ações populares contra o processo.
O Ministério Público também recomendou a suspensão imediata da licitação, argumentando que os gastos não eram compatíveis com o estado de calamidade pública. Diante da pressão, a Casa acatou a recomendação e, de forma unânime, suspendeu o edital.






