Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Em meio à corrida para viabilizar uma vaga no Senado Federal ou até mesmo retornar à Câmara dos Deputados, a ex-deputada Marília Arraes (SD) tem intensificado articulações em diversas frentes. Nesta semana, ela visitou o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) para ouvir a categoria e debater os desafios enfrentados pelo metrô do Recife.

A situação do sistema metroviário, marcada pela precarização e por constantes crises operacionais, é um tema sensível para quem ocupa ou disputa cargos políticos no estado. No encontro, Marília se reuniu com o presidente do Sindmetro, Luiz Soares, para discutir problemas estruturais, demandas da categoria e reivindicações direcionadas ao Governo do Estado. Ambos registraram o momento vestindo camisas contra a privatização defendida pela gestão estadual e em apoio à reestatização do metrô.

Nas redes sociais, Marília reforçou sua posição:

“O metrô não pode virar mercadoria, muito menos ser rifado como se fosse uma solução mágica. Essa luta é simbólica: ou a gente investe no que é do povo, ou abre as portas para o desmonte. Sou contra a privatização, sou a favor da tarifa zero. E sigo do lado certo da história.”

Reestruturação

Enquanto o debate político se intensifica, a governadora Raquel Lyra esteve recentemente em missão oficial à China para buscar alternativas e soluções para o sistema. Ela visitou, junto a representantes do governo, a China Railway Rolling Stock Corporation Sifang (CRRC), uma das maiores fabricantes de trens do mundo. A empresa esteve em Pernambuco dias após a visita para avaliar a situação do metrô.

Segundo Raquel, a proposta apresentada ao Governo Federal prevê a antecipação de R$ 1 bilhão para a compra de novos trens, além de investimentos em terminais de passageiros e apoio à CBTU para reformas nas estações. Ela destacou ainda que o governo federal deve destinar cerca de R$ 150 milhões para recomposição dos trilhos.

A governadora afirmou, na ocasião: “Minha meta, que tratarei pessoalmente com o presidente Lula, é antecipar esses recursos para que o metrô volte a funcionar plenamente.”

Privatização

Em entrevista ao programa Folha Política, Raquel detalhou como deve funcionar o processo de concessão do metrô à iniciativa privada.

Segundo a governadora, as tratativas já vinham sendo conduzidas pelo governo anterior e envolvem o BNDES e a Casa Civil da Presidência da República.

“Começamos a negociar com o Governo Federal. O que queremos agora é que eles entreguem o metrô para a gente e nós fazemos a concessão. O Governo Federal se prontificou a absorver os metroviários para que não sejam demitidos. O que falta agora é a garantia dos R$ 3,5 bilhões do Governo Federal para que as obras possam acontecer.”, explicou

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