Foto: Arquivo / Alepe
Nesta segunda-feira (17), durante a cerimônia de entrega dos novos equipamentos para as forças de segurança, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, comentou sobre os aprovados fora do número de vagas nos últimos concursos feitos para as forças de segurança estadual.
O secretário foi categórico ao afirmar que o governo não chamará os “excedentes” e que novos concursos estão previstos até o final do primeiro trimestre de 2026.
“Não há possibilidade de chamar excedentes dos concursos que já foram feitos e nós deveremos ter a publicação dos novos concursos até o final do primeiro trimestre do ano que vem. A governadora fez o maior concurso em segurança pública e vai ser a maior contratação em segurança pública, de uma só vez, são 7.000 novos policiais e bombeiros”, afirmou Carvalho.
As declarações chegam como um balde de água fria para as comissões que representam os mais de 1.200 candidatos aprovados e aptos nos últimos concursos da Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.
Desde o mês de outubro, o Blog vem acompanhando de perto o pleito das comissões que lutam pela convocação, prática comum em outras gestões. De acordo com o grupo, a decisão é política e tem como objetivo criar uma vitrine eleitoral para 2026, com novos concursos públicos que podem gerar gastos estimados em R$ 14 milhões.
A celeuma envolvendo as comissões e a gestão estadual se arrasta há meses. Quando procurada por representantes dos aprovados, a Secretaria de Administração do Estado, comandada por Ana Maraíza, afirmou que havia um parecer negativo da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que, por sua vez, desmentiu a gestão através de pedido de resposta (nº 202546889), afirmando não constatar “a emissão de parecer sobre o assunto”.
“É uma decisão política, não técnica. O governo prefere gastar mais, demorar mais e deixar a segurança pública ainda mais defasada, apenas para transformar o concurso em palanque de 2026”, afirma um documento das comissões ao qual o Blog teve acesso com exclusividade.
As comissões chegaram a procurar alguns deputados estaduais da bancada da segurança pública, porém não tiveram uma resposta convincente.







