Foto: Rodolfo Loepert/ PCR
A cidade do Recife deu mais um passo importante no enfrentamento ao déficit habitacional. Nesta quinta-feira (11), a Prefeitura, em parceria com o Governo Federal, autorizou o início das obras de 568 novas moradias populares que irão beneficiar famílias de baixa renda em diferentes áreas da capital pernambucana. As construções fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida e somam investimentos que ultrapassam a marca de R$ 100 milhões.
Os novos empreendimentos — Maria Elvira, Maria Felipa e Caiara 2 — serão implantados ao longo da Avenida Maurício de Nassau, em uma área estratégica localizada entre os bairros do Cordeiro e da Iputinga, próxima ao Rio Capibaribe. Juntas, as obras ampliam o alcance da política habitacional municipal, voltada à garantia de moradia digna para populações em situação de vulnerabilidade social.
Pacote Amplo
As unidades integram um pacote mais amplo de ações habitacionais em andamento no Recife. Ao todo, são mais de 1,7 mil imóveis distribuídos em oito empreendimentos viabilizados pelas modalidades FAR e Entidades do Minha Casa, Minha Vida. O conjunto de iniciativas representa quase R$ 300 milhões em investimentos e deve beneficiar diretamente cerca de 8,5 mil pessoas em diversas regiões da cidade.
A atual gestão municipal executa, segundo a Prefeitura, a maior política habitacional da história do Recife, combinando recursos próprios, verbas federais e financiamentos de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Desde junho, também estão em execução as obras dos conjuntos Caranguejo Tabaiares, Comunidade do Bem 1 e 2, São José e Vila Aeronáutica 1 e 2, além da entrega recente do conjunto Papa Francisco.
No bairro do Cordeiro, está prevista a construção de 192 unidades habitacionais, com capacidade para atender aproximadamente 960 moradores. O investimento nessa etapa chega a R$ 36,4 milhões, incluindo uma contrapartida municipal de R$ 3,7 milhões, dentro da modalidade Minha Casa, Minha Vida–FAR.
Obras
A execução das obras ocorre sob responsabilidade do Ministério das Cidades, com operacionalização da Caixa Econômica Federal e acompanhamento técnico da Secretaria de Habitação do Recife. Além disso, Prefeitura e Caixa formalizaram os contratos para os empreendimentos Maria Elvira e Maria Felipa, que juntos somam 376 apartamentos e recebem aportes de cerca de R$ 64 milhões.
Parte das ações também se insere na modalidade Entidades do programa, criada em 2023, que prevê financiamento subsidiado para famílias organizadas por entidades privadas sem fins lucrativos. Nesse modelo, os recursos são provenientes do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) e têm como objetivo ampliar o acesso à moradia urbana para populações historicamente excluídas do mercado formal de habitação.






