Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil
Às 10h desta sexta-feira (18), a governadora Raquel Lyra (PSD) vai consolidar o destino da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), estatal responsável pelos serviços de saneamento básico no Estado de Pernambuco.
Com longos meses envolvendo negociações, estudos e consultas públicas, chegará ao fim o processo que prevê a concessão parcial. A empresa que vencer o leilão será responsável pela distribuição de água, coleta de esgoto e tratamento de esgoto pelos próximos 35 anos.
Investimentos e modelo da concessão
De acordo com a proposta apresentada, a vencedora deve investir R$ 19,1 bilhões para universalizar o abastecimento e o saneamento até 2032, em conformidade com o Marco Regulatório. Além disso, o Governo do Estado assegurou a mununtenção e ampliação da tarifa social.
Para alguns bons observadores da política estadual, essa pode ser uma grande marca deixada pela gestão Raquel Lyra. O processo é visto como uma das maiores concessões do Estado, ficando atrás apenas da Celpe, fornecedora de energia concedida à iniciativa privada durante a gestão de Jarbas Vasconcelos, nos anos 2000.
Resistências e disputa empresarial
No início da semana, o Blog do Yan Lucca havia registrado o interesse de quatro grupos, representando oito empresas, na concessão. Segundo o Valor Econômico, as empresas Aegea, Pátria, Cymi Brasil e um consórcio entre Acciona e BRK Ambiental apresentaram suas propostas.
Apesar dos esforços de deputados federais, estaduais e da força sindical, o processo avançou e terá seu desfecho nas próximas horas. Na semana passada, o Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb/PE) esteve no Tribunal de Contas de Pernambuco para solicitar celeridade no julgamento dos Embargos de Declaração relacionados ao leilão.
A frente formada contra a concessão, porém, não obteve grandes vitórias. Este site acompanhou todo o processo envolvendo as posições dos sindicatos e de seus representantes.







