Foto: Acervo Alepe
Nesta sexta-feira (19), chegou a um desfecho o longo imbróglio envolvendo a reeleição do secretário de Relações Institucionais do Recife, Raul Henry, à presidência do MDB-PE.
Desde o fim de outubro, quando um grupo ligado ao senador Fernando Dueire e ao deputado Jarbas Filho decidiu contestar o resultado da convenção e levar o caso para a 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que acatou um pedido de tutela de urgência dos diretórios municipais do MDB de Bodocó e do Paulista, anulando a convenção que deliberou a recondução de Henry.
De lá para cá, ocorreram inúmeros desdobramentos. Em 14 de novembro, a Justiça manteve a anulação e, no mesmo dia, devolveu de forma provisória o comando do partido ao político.
Decisão do TSE encerra disputa
Hoje, o resultado final encerra o processo. Para o Tribunal Superior Eleitoral, no entendimento do ministro Antonio Carlos Ferreira, as decisões aprovadas em convenção partidária realizada em maio de 2025 são válidas.
“Um partido que nasceu defendendo a democracia não poderia se furtar a lutar pelo certo, pela decisão fruto da vontade dos filiados expressa nas urnas. Agora vamos seguir ainda mais firmes, diante de novas vitórias na Justiça”, afirmou Henry.
Disputa interna e cenário para 2026
No centro da disputa, estão os rumos do partido para 2026. Raul defende com veemência que o MDB caminhe com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo Governo do Estado, enquanto outra ala sustenta que o partido esteja alinhado à governadora Raquel Lyra (PSD).
Henry foi reeleito para o biênio 2025/2027, derrotando o deputado estadual Jarbas Filho.







