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O deputado estadual João Paulo (PT) afirmou, nesta quinta-feira (15), em entrevista à Rádio Jornal, que o apoio do presidente Lula da Silva (PT) pode não ser decisivo para as eleições estaduais deste ano, além de defender três palanques para o presidente no Estado.
“O nosso senador Humberto já perdeu para governador com apoio de Lula. Marília perdeu com apoio de Lula. Eu já perdi com apoio de Lula”, afirmou o petista.
Para o parlamentar, o que deve pesar na disputa estadual será a comparação das gestões, e não quem subirá no palanque dos candidatos. “O fato de subir no palanque não tem um peso significativo”, disse.
Além disso, João Paulo voltou a defender uma aproximação do PT com a governadora Raquel Lyra (PSD), sobretudo com uma aliança construída em torno da candidatura de Humberto Costa ao Senado Federal.
Para ele, o presidente pode chegar a ter três palanques no Estado, defendendo que Ivan Moraes (PSOL), pré-candidato ao Governo, também esteja junto nesse projeto. “Vou conversar com o nosso amigo Ivan Moraes para que ele se incorpore a essa luta na reeleição do nosso presidente Lula”, afirmou.
Reação interna no PT
Em reação à fala do deputado, o 1º vice-presidente do PT-PE, Felipe Cury, divulgou uma nota “em defesa de Lula”. No texto enviado ao site, Cury trata como “inaceitável” a tentativa de João Paulo de minimizar a relevância do presidente Lula. “É inaceitável que um deputado do PT tente minimizar a importância eleitoral de Lula para justificar aproximações políticas, quaisquer que sejam, que não dialogam com o desafio da unidade, a história e a estratégia das quais se reveste a eleição de 2026”, disse.
“É um erro político grave diminuir o seu papel para defender uma tática eleitoral amorfa, em uma disputa que exige posições firmes em defesa da democracia e do projeto coordenado pelo presidente Lula”, afirmou o dirigente estadual da sigla.
Por fim, o líder tratou a opinião de João Paulo como reflexo de suas posições pessoais, e não do partido em si. “João Paulo fala por si. Não fala pelo PT, não fala pela militância e não fala pelo campo progressista. O Partido dos Trabalhadores não pode aceitar conveniências que se sobreponham ao protagonismo de Lula, ao compromisso com a vitória do nosso projeto e à melhoria da vida do nosso povo”, concluiu.







