Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro, Gilson Machado, divulgou nesta quarta-feira (21) sua carta de desfiliação do Partido Liberal. A medida já era especulada pela imprensa e nos bastidores da política estadual.
Como registrado por este Blog, desde o final das eleições municipais de 2024, uma série de conflitos internos começou a ser descortinada, sobretudo com o presidente da sigla, Anderson Ferreira, que chegou a acusar Gilson de “atrapalhar” o desempenho da direita, além de colocar seus desejos acima do partido.
Carta de desfiliação
Na carta, Gilson afirma que, devido às restrições impostas pelo STF, que limitam sua circulação apenas ao Recife, não pôde comunicar pessoalmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que, por meio de ligação, comunicou a Flávio Bolsonaro, que, por sua vez, entendeu as razões.
O ex-ministro também aproveitou para reafirmar sua lealdade e que apenas estará mudando de legenda, mas que segue firme nos ideais bolsonaristas e conservadores.
“Troco de partido, mas não de lado. Sigo fiel aos meus ideais e valores. Sempre leal ao Presidente Jair Bolsonaro e ao Senador Flávio Bolsonaro. Minha relação com o presidente não é de circunstância, foi e é uma parceria construída e baseada na confiança, valores e projetos em comum por um Brasil melhor e mais justo. Continuo sendo o nome defendido pelo Presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém, não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão”, escreveu.
Bastidores políticos
“No PL, contribuí efetivamente para o fortalecimento da legenda, por meio de mobilizações populares e obtendo mais de 1,3 milhão de votos em 2022, além de repetir o segundo lugar em 2024, resultado direto da força da base e do povo nordestino. Por estar, neste momento, com restrições de deslocamento e impedido de sair de Recife, não pude comunicar pessoalmente minha decisão ao Presidente Jair Bolsonaro. A decisão, contudo, foi compartilhada com meus amigos Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro, que compreenderam que este novo passo fortalece nosso projeto político para 2026. Seguirei na linha de frente da luta pela liberdade de expressão e contra as perseguições políticas. Pautada nos valores conservadores e pelo respeito ao serviço público e às responsabilidades que se requerem. Sigo no projeto para uma nação cada vez mais soberana, para Pernambuco e o Brasil”, concluiu.
Nos bastidores, ventila-se a possibilidade de o bolsonarista integrar a chapa do Podemos ou até mesmo do partido Novo, para viabilizar sua candidatura ao Senado Federal em 2026. A conferir.






