Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O Governo Raquel Lyra está passando por uma fase delicada e de extrema prova de fogo. Nos últimos dias, a gestão vem aparecendo em portais nacionais graças a polêmicas das mais diversas.

Não bastando a empresa do seu pai, o ex-governador João Lyra Neto, ter sido fechada graças a graves irregularidades e a suposta falta de fiscalização pelo governo, e a Polícia Civil do Estado ser acusada de espionagem a adversários políticos da gestão estadual, de ontem para hoje, novos fatos caíram como bomba no Palácio.

Crise na EPTI

O recém-empossado presidente da Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), Yuri Coriolano, pediu demissão do cargo após o vazamento de e-mails antigos nos quais o gestor reproduziu falas racistas e misóginas.

“Preto é praga da humanidade”, chegou a escrever em um e-mail. “Mas que porra. Que porra de direito de mulher decidir. Direito de decidir ela tem de copular com ou sem camisinha. Não de matar um outro indivíduo. Já tou ficando puto com esse assunto, vou me abster de tecer maiores comentários”, disse em outro e-mail.

Embora, em nota, tenha tentado minimizar as falas feitas em 2012, o assunto ganhou as redes sociais e provocou uma reação imediata de políticos e militantes, que julgaram inadmissível a manutenção de Yuri dentro da gestão Raquel Lyra.

Assessor de longa data de Raquel Lyra e nome de confiança do Palácio, Coriolano afirmou que as falas “não refletem meus valores, minha trajetória pessoal nem profissional”.

Não colou. Pediu demissão. Logo foi substituído por Angella Mochel, antes coordenadora de Planejamento Corporativo da Copergás e da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco.

Sobre o assunto, a governadora afirmou que “nosso governo não tolera misoginia, preconceito, qualquer tipo de racismo, e ele entregou o cargo. Esse assunto está encerrado, vamos seguir adiante”.

Denúncia no Detran-PE

Já nesta sexta-feira (30), o Blog do jornalista Ricardo Antunes trouxe à tona uma denúncia envolvendo o presidente do Detran-PE, Vladimir Lacerda, acusado no Ministério Público do Trabalho por assédio moral e sexual. A ação foi movida pela ex-assessora Maria Emanueli de Moura Soares.

Além da denúncia, Maria Emanueli pede o afastamento do dirigente do cargo, com o objetivo de que não haja interferências na apuração das denúncias. “A presente denúncia expõe um padrão sistemático e qualificado de assédio moral e sexual, abuso de poder e perseguição laboral, praticado por um Delegado de Polícia Civil, Sr. Vladimir Lacerda Melquiades, que, na condição de Presidente do DETRAN/PE, utilizou sua dupla autoridade — policial e administrativa — para subjugar, humilhar e, por fim, retaliar uma trabalhadora terceirizada com quase uma década de serviços prestados à Autarquia”, diz a denúncia.

Vladimir nega todas as acusações. “Não existe nenhum processo instaurado, sendo tais procedimentos adotados pelo MPT apenas para a apuração de fatos, pois a referida denúncia não apresenta dados concretos que justifiquem sequer a abertura efetiva de inquérito civil”, disse ele.

“Sobre as alegações da referida ex-terceirizada do órgão, nunca existiu qualquer comportamento imoral da minha parte, sempre havendo uma relação cordial, estando sempre em companhia de outros servidores, a exemplo do print utilizado pelo blog. Adianto que há inúmeros elementos que, por estratégia jurídica, não serão apresentados agora, mas em momento oportuno serão revelados”, afirma em nota.

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