Foto: Jarbas Araújo / Alepe

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Apesar da estridência e de toda a movimentação da oposição na Câmara do Recife, o pedido de impeachment contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), não passou. Para alguns bons observadores da política municipal, a inadmissibilidade era esperada.

O dossiê organizado pelo vereador Eduardo Moura (NOVO) para justificar e embasar o seu pedido não foi suficiente para sustentar a narrativa de que a gestão Campos cometeu crime de responsabilidade e improbidade administrativa. Pelo contrário, o entendimento geral entre os parlamentares era que se tratava de um erro administrativo e que, em tempo, foi revertido sem danos ao município.

Para admitir o pedido, eram necessários 19 votos favoráveis do total de 37 vereadores.

As cenas vistas mais cedo, pelas redes sociais, foram lamentáveis. Vereadores da oposição partiram para agressão verbal contra manifestantes que, em seu direito, protestavam contra a medida.

Reações e bastidores

“Vagabundos”, “Imundícies”, “Nojentos” foram algumas das palavras usadas indevidamente por parlamentares para se referir à população a qual foram eleitos para representar.

Nos bastidores, lideranças trataram a reunião como “circo montado pela extrema direita” com fins eleitorais. A própria vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), na sua justificativa de voto, afirmou se tratar de “mais uma crise” criada pela oposição para tentar atrapalhar o trabalho da gestão municipal.

“É um pedido de impeachment completamente vazio, não tem argumento para isso. Não houve um real do erário pago indevidamente a ninguém”, afirmou Samuel Salazar (MDB), líder do Governo, durante sua fala na tribuna.

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