Foto: Reprodução / PC-PE
Um ofício enviado pela Polícia Civil de Pernambuco ao escritório Lacerda e Trindade Advogados Associados confirmou aquilo que já era especulado nos bastidores: a inexistência de qualquer procedimento formal que desse respaldo à chamada “Nova Missão”, operação da Dintel que tinha como alvo aliados do prefeito do Recife.
O documento, assinado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa, admite que não houve registro de boletim de ocorrência, instauração de Verificação Preliminar de Informação (VPI), designação formal de delegado ou agente, tampouco abertura de processo administrativo ou criminal relacionado ao caso.
Além disso, não foram gerados números no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), não houve comunicação ao Judiciário e inexiste qualquer auto ou relatório técnico formal sobre a operação.
Operação foi encerrada sem relatório final
A chamada “missão de inteligência” encerrou-se sem a confirmação de ilícitos, o que, segundo o delegado, justifica a razão de não existir produção de relatório final ou formalização de peças de convicção.
No dia 31 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal determinou que a Polícia Federal apurasse a atuação da Polícia Civil. O ministro Gilmar Mendes considerou que há graves indícios de monitoramento ilegal de agentes públicos, em uma operação “clandestina”.
Caso ganhou repercussão nacional
O caso veio à tona após a veiculação de uma reportagem no programa Domingo Espetacular, da TV Record, após a revelação de que o secretário Gustavo Monteiro, de Articulação Política e Social do Recife, e seu irmão, Eduardo Monteiro, servidor da Prefeitura do Recife, foram acompanhados diuturnamente por agentes da Polícia Civil.
Em coletiva de imprensa, na SDS, a secretária da pasta, Alessandra Carvalho, garantiu que não houve motivação política.






