Foto: Nando Chiappetta / Alepe

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Findadas as festividades carnavalescas, chegou a hora de começar a planejar e pensar nas eleições deste ano. O grupo político do deputado Túlio Gadêlha (Rede) anunciou, nesta quarta-feira (18), o nome do reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, como pré-candidato ao Governo do Estado. O anúncio já era especulado nos bastidores nos últimos meses.

Além de Alfredo, o ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago foi anunciado pré-candidato ao Senado Federal. As decisões foram oficializadas após uma reunião do grupo, que conta com a presença de pré-candidatos a deputado federal e estadual de diferentes regiões do estado.

Na ocasião, também foi lançado um manifesto tratando sobre o estado, intitulado “Movimento do Sertão ao Cais: Pernambuco é do Povo”, abordando temas como desenvolvimento regional, superação das desigualdades sociais e territoriais, democracia, valorização da educação, da ciência, da cultura e do trabalho como motores do desenvolvimento.

Segundo Túlio, o objetivo da candidatura de Alfredo é vencer o que chamou de “polarização vazia”, que o estado vive. “Pernambuco precisa romper com a polarização vazia e recolocar o povo no centro das decisões. O movimento propõe um projeto que prioriza água e saneamento, educação que transforma destinos, geração de trabalho com desenvolvimento regional e participação popular real no orçamento e nas políticas públicas”, afirmou.

Trajetória acadêmica e polêmica recente

Professor titular do Centro de Educação da UFPE, Alfredo Gomes é também reitor da instituição. Também participou de entidades nacionais de pesquisa, como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), onde foi vice-presidente.

É conhecido pela defesa da autonomia das universidades públicas brasileiras. Em 2025, esteve no centro de uma polêmica envolvendo a defesa de uma turma de medicina aberta para os beneficiários do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), no Campus Caruaru.

Na época, políticos e lideranças da direita afirmaram que a turma seria exclusiva para integrantes do MST e questionaram na Justiça o método de admissão previsto no edital. Apesar dos esforços, as ações não prosperaram e a turma foi aberta.

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