Foto 1: Câmara do Recife | Foto 2: Lucas Emanuel

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Ontem (18), este Blog registrou o lançamento da pré-candidatura do reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, ligado ao grupo político do deputado Túlio Gadêlha (Rede). O nome de Alfredo já era especulado nos bastidores desde o final de 2025.

Além de Alfredo Gomes, outro nome apresentado pelo grupo foi o ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago como pré-candidato ao Senado Federal.

Os anúncios vieram acompanhados de um manifesto, intitulado “Movimento do Sertão ao Cais: Pernambuco é do Povo”, abordando temas como democracia, superação das desigualdades sociais, valorização da educação, da ciência, da cultura e do trabalho.

Tensionamento na Federação Rede-PSOL

Mas, como esperado, a iniciativa do grupo político já causou seu primeiro tensionamento dentro da Federação Rede-PSOL. As legendas são aliadas a partir da federação e, do ponto de vista eleitoral, funcionam como um único partido.

O PSOL já fez a escolha de Ivan Moraes, ex-vereador do Recife, para disputar o Governo do Estado, e da vereadora Jô Cavalcanti para tentar uma vaga no Senado Federal. Com o nome de Alfredo posto, há, agora, um concorrente interno para Ivan. Esse tipo de tensionamento não é novo.

Em 2024, o mesmo ocorreu entre o próprio Túlio Gadêlha e a deputada estadual Dani Portela (PSOL), que se valeu da maioria na Federação e foi homologada candidata à Prefeitura do Recife.

Em nota, o presidente da Federação, Jerônimo Galvão, afirmou que os partidos têm autonomia para apresentar nomes e pré-candidaturas, mas que a decisão se dará internamente, com a construção de um “consenso progressivo”.

Na mesma linha, Ivan defendeu o consenso. “O reitor Alfredo faz um belo trabalho na UFPE e Paulo Rubem é referência no nosso campo. A Rede tem direito de lançar pré-candidaturas. Somos uma federação em que o PSOL tem maioria. Estou certo de que chegaremos a um acordo programático e conto com o apoio deles à nossa candidatura”, escreveu no X (ex-Twitter).

Existem, nos bastidores, rumores de que Túlio poderia retornar para o PDT, levando consigo a chapa. O fator que pode atrapalhar essa estratégia é a ex-deputada Marília Arraes, que também pode chegar ao partido para viabilizar sua candidatura ao Senado Federal e cujo apoio a João Campos (PSB) é irreversível.

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