Foto: Reprodução / Redes Sociais
Neste domingo (08), foi comemorado o Dia Internacional da Mulher. Data dedicada à celebração das conquistas femininas e à luta contínua por igualdade de direitos, reconhecimento e pelo fim da discriminação.
Pensando nisso, em Pernambuco, o Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL-PE) resolveu expor a situação de algumas unidades de atendimento especializado às mulheres. As chamadas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), de acordo com a entidade, seguem fechadas durante a noite, finais de semana e feriados, o que, segundo o sindicato, limita o atendimento a vítimas de violência.
Em todo o território pernambucano, existem apenas 15 unidades dedicadas ao atendimento especializado. Desse total, apenas sete delegacias atendem em regime de plantão 24 horas. “É inadmissível que, em pleno Dia Internacional da Mulher, a gente precise denunciar que delegacias da mulher estão fechadas. A violência contra a mulher não tem hora para acontecer. O atendimento precisa existir 24 horas para garantir proteção e acolhimento às vítimas”, afirmou o presidente e líder da categoria, Áureo Cisneiros.
Críticas à gestão estadual
Cisneiros aproveitou para lembrar a falta de investimentos, pela gestão Raquel Lyra (PSD), na corporação, que sofre com inúmeros problemas estruturais e falta de valorização. “Fala-se em investimentos bilionários na segurança, mas a Polícia Civil continua sem receber os recursos necessários para ampliar o atendimento à população. Precisamos de mais delegacias da mulher funcionando 24 horas e da valorização dos Policiais Civis, que muitas vezes acabam arcando com custos para exercer suas funções”, destacou.
O presidente também cobrou a ampliação das unidades de atendimento especializado às mulheres. “Respeito e proteção às mulheres exigem política pública real. Não podemos aceitar que, em um estado com 184 municípios, a maioria das mulheres ainda não tenha acesso a uma delegacia especializada funcionando quando precisa”, concluiu.






