Foto: Reprodução / Google Street View
Com os recentes casos de feminicídio registrados nos últimos dias e o grande debate público sobre a rede de proteção às mulheres escalando nas redes sociais, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco voltou a expor uma questão antiga abordada pela categoria: delegacias da mulher fechadas em Pernambuco.
As delegacias, que já não funcionam à noite, finais de semana e feriados, estão com unidades fechadas até durante a semana, o que aumenta, segundo o sindicato, a sensação de insegurança para as mulheres.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, expôs uma unidade fechada e cobrou da governadora Raquel Lyra (PSD) sua promessa de campanha de dobrar a delegacia da mulher e ampliar o horário de funcionamento para 24h, durante os sete dias da semana.
De acordo com dados do SINPOL, existem apenas 15 unidades dedicadas ao atendimento especializado, onde apenas sete atendem em regime de plantão 24 horas.
Denúncia do sindicato e casos recentes
No registro feito pelo sindicato nas redes sociais, nove delegacias aparecem: Goiana, Vitória de Santo Antão, Palmares, Arcoverde, Surubim, Afogados da Ingazeira, Salgueiro e Garanhuns. Goiana, inclusive, que registrou um feminicídio na tarde da segunda-feira (23). A jovem Andreza dos Anjos, de 27 anos, foi morta pelo ex-companheiro, identificado como José Antonio da Silva Filho. O crime causou revolta e comoção na cidade da Zona da Mata Norte de Pernambuco.
Sabe a consequência de uma delegacia dessa fechada? É justamente isso: o aumento da violência contra a mulher, dos feminicídios. Não pode acontecer. Isso é ausência de políticas públicas para as mulheres, e temos uma governadora, afirmou Cisneiros, pontuando também que Pernambuco figura entre os 10 estados que mais registraram casos de violência contra as mulheres.







