Foto: Reprodução

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O deputado federal Lula da Fonte (PP) resolveu romper o silêncio canônico e falar em nome do seu partido, passando por cima daquilo que foi estabelecido pelo próprio pai, o também deputado Eduardo da Fonte, que afirmou que qualquer definição sobre alianças só seria definida após o dia 4 de abril.

Lula cravou, durante evento público ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), que o seu partido estará “caminhando” com a gestora e prometeu uma “lapada” nos adversários, que, segundo ele, estariam desesperados.

“Quero falar de forma muito categórica, olhando no olho da senhora. Falar o que eu sempre disse, ao longo desses três anos e quatro meses do seu Governo, de que o Partido Progressistas estará caminhando ao lado da governadora. Todas as notícias falsas que vincularam nos últimos dias é porque, na verdade, o outro lado está desesperado da lapada que vão levar da senhora, em outubro”, cravou.

As falas ocorreram nesta segunda-feira (30), durante a inauguração do Centro de Referência da Mulher, no município de Moreno. Lula prometeu também pedir votos para Raquel por onde passar no estado de Pernambuco.

Reconfiguração política e disputa por espaço

O discurso ocorre em um momento simbólico. Faz poucos dias que Raquel Lyra decidiu retirar praticamente todos os cargos do PP da gestão estadual, dando-os de presente para Miguel Coelho (União Brasil), que mudou de lado e de tom após ser rifado da chapa da Frente Popular de João Campos (PSB).

A retaliação, como foi lida a atitude da gestora nos bastidores, aconteceu após rumores de que Eduardo da Fonte estaria mantendo uma linha de diálogo com os socialistas, o que não foi desmentido por ele, tampouco confirmado. Na época, ele classificou a atitude de Raquel como precipitada.

Hoje, Eduardo comanda, em nível estadual, uma das maiores frentes políticas do país, que é a Federação União Progressista (União Brasil + Progressistas), homologada pelo TSE na última semana. A frente é cobiçada tanto por um lado quanto pelo outro, principalmente devido à força política.

Caso o apoio a Raquel Lyra pela Federação União Progressista venha a ser concretizado, a gestora terá uma pequena equação a resolver: quem ficará com a segunda vaga ao Senado Federal em sua chapa de reeleição.

Miguel Coelho já é um nome praticamente fechado, mas Dudu da Fonte também se coloca como pré-candidato ao Senado e pode reivindicar a segunda vaga da chapa, a qual Raquel dialoga com outras frentes para que seja ocupada. A conferir.

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