Foto: Roberto Soares / Alepe
A senadora Teresa Leitão (PT) afirmou, nesta segunda-feira (27), que a divisão interna da Federação Brasil da Esperança em Pernambuco sobre apoios na eleição estadual contraria a decisão da maioria do diretório estadual do partido. Segundo ela, a definição recente, tomada após plenárias, contou com respaldo de quase 90% da instância partidária.
Em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha 96,7 FM, a parlamentar indicou que o tema será tratado internamente. “Como o PT vai tratar isso, eu ainda não sei, mas sei que vai tratar. O que alerto apenas é que temos que ter um cuidado grande com a chapa a qual compomos”, disse.
Teresa ressaltou que a composição apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a da Frente Popular, encabeçada por João Campos (PSB), com Carlos Costa (Republicanos) como vice, além de Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) nas vagas ao Senado. “Esta foi a chapa (de pré-candidatos) conversada e dialogada com Lula”, afirmou.
Ao comentar avaliações dentro do partido de que a governadora Raquel Lyra (PSD) poderia apoiar Lula à reeleição, a senadora evitou estimular o debate. “O tempo é dela. Da mesma maneira que ninguém rasga dinheiro, ninguém rasga voto. Já houve, inclusive, na eleição dela, muita gente no segundo turno, que votou em Lula e votou nela, mas isso não é uma coisa para a gente está tensionando ou está se metendo nem está fazendo disso motivação para infidelidade partidária”, declarou.
Sobre o cenário das pesquisas, Teresa minimizou a possibilidade de concentração de votos da esquerda em Marília Arraes em detrimento de Humberto Costa. “Pesquisa é o momento. Acho que nós temos condições de eleger os dois”, afirmou. Segundo ela, a experiência dos dois pré-candidatos em disputas majoritárias pode favorecer a estratégia conjunta. “Estamos fazendo uma campanha dois em um: quem vota em Marília, vota em Humberto. Humberto também é primeiro voto em algumas circunstâncias. O que está havendo, e não é só em Pernambuco, é um ritual muito frenético de pesquisas. Parece que os institutos de pesquisa estão brigando entre si para apresentar melhores dados”, disse.
No plano nacional, a senadora defendeu a ampliação da base de apoio ao presidente Lula diante da estratégia de adversários. “O foco é vencer a extrema direita. Então, no nosso governo, inclusive, temos partidos de direita à frente de ministérios. Dialogar com esses partidos, ampliar a vantagem de Lula no primeiro turno, ampliar a presença de Lula, que já é sempre muito boa no Nordeste, são também mecanismos que nós estamos analisando e avaliando”, afirmou.
Teresa também destacou a importância da articulação nos estados e no Senado. “A relação com as instituições, o respeito às instituições, tudo isso estará presente no nosso palanque justamente para fazer essa contraposição com aqueles que querem o atraso de volta”, disse.
Ao avaliar o cenário recente do país, a senadora fez críticas ao governo anterior. “Não tivemos condições nem de enfrentar, com estratégia, com a ciência e com o cuidado com as pessoas uma pandemia. O governo anterior é responsável por quase 800 mil mortes no país, porque dizia que era mimimi, que era frescura, que tomar vacina era virar jacaré, que não era coveiro. Ninguém está esquecido disso”, afirmou.






