Foto: Pedro França / Agência Senado

Foto: Pedro França / Agência Senado

Em entrevista à Rádio Folha PE, ao programa Folha Política, comandado por Jota Batista e com participação da Betânia Santana, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) comentou sobre suas impressões para a disputa que se avizinha.

Mesmo sem citar nomes, indiretamente a senadora comentou sobre os anseios do partido estadualmente. Adotando, estrategicamente, a lógica de apoio a candidaturas que estejam alinhadas à reeleição do presidente Lula da Silva (PT) em 2026, Leitão deixou claro que estar contrito com o projeto político do presidente será crucial na escolha.

Exemplo pessoal e alinhamento político

A senadora usou o seu próprio exemplo, que, em sua eleição para o Senado, enfrentou uma disputa “salutar” até mesmo dentro do próprio partido, mas que, ao final, saiu vitoriosa.

“A minha identidade, minha trajetória com o presidente ajudou bastante. Não sou a pessoa ideal a dizer quem é [o outro nome que deve compor a chapa ao Senado]. Tirando o nome do senador Humberto Costa, que é um consenso tanto na chapa quanto entre os candidatos a governador, de que Humberto é um nome a ser reconduzido. Então o outro tem que ter as duas coisas que eu tive: um contexto de discussão e de apoio do palanque estadual, e tenho dito muito isso. Para nós, o melhor palanque é o que dê conforto ao presidente Lula, segurança política, coadune estratégias e nos ajude também na visibilidade. E, por outro lado, a própria identidade com o projeto coordenado do presidente Lula, que é o nosso candidato à reeleição”, cravou.

Para 2026, a senadora também afirmou que o apoio do presidente será decisivo para qualquer nome que venha a disputar. Ela disse que, a exemplo de sua campanha, que utilizou muito do que chamou de “imaginário afetivo” dos pernambucanos, invocando as lembranças das gestões anteriores do PT. Agora, os que serão apoiados eventualmente pelo presidente terão uma extensa lista de realizações e feitos do governo federal.

Organização interna e projeções eleitorais

Em nível estadual, Teresa alertou que o partido tem a necessidade de começar a discutir os nomes pré-colocados à disputa proporcional. “Eu acho que o PT precisa começar a discutir. Tem muita pré-candidatura no PT se colocando. Alguns para renovar mandato, outros para sair de estadual para federal, para sair da vereança para federal, candidaturas novas. Acho isso muito bom, mas isso não pode ser um movimento de cada um para sua base, seus projetos”, alertou.

Leitão reconheceu que o partido hoje ostenta bons quadros, com chances de composições inéditas, com muitas mulheres, por exemplo, mas ressaltou que o partido também integra uma federação (com o PV e o PCdoB), e que é necessário levar esse detalhe em consideração.

Evidentemente, as costuras feitas na federação devem indicar, também a tendência de apoio aos candidatos que se colocam na disputa ao Palácio do Campo das Princesas.

A petista também classificou a antecipação da disputa ao Governo como “estranha” e afirmou que os atos administrativos do Governo do Estado são atos políticos. “Acho ruim para a política, para as relações institucionais”, disse.

Sobre dois palanques, Teresa foi categórica. Em 2006, naquela conjuntura, tanto Humberto Costa quanto Eduardo Campos integravam o mesmo projeto político encabeçado pelo presidente Lula e ambos eram ex-ministros. “Quem é o candidato [à presidência] de Raquel?”, questionou a senadora.

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