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O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), tirou o protagonismo da governadora Raquel Lyra (PSD) após demonstrar articulação nacional junto ao Governo Federal para prestar assistência aos municípios atingidos pelas fortes chuvas no estado.
Neste sábado (02), o político esteve na cidade de Goiana, na Mata Norte, onde articulou uma videoconferência entre o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e sete prefeitos da Região Metropolitana e da Zona da Mata.
Campos também se comprometeu a solicitar ao presidente Lula da Silva (PT) a liberação de recursos para obras de prevenção ao impacto das mudanças climáticas, que dependem de investimentos do Novo PAC.
Participaram da reunião os prefeitos do Recife, Victor Marques; de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca; de Abreu e Lima, Flávio Gadelha; de Ipojuca, Carlos Santana; de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto Arruda; e de Timbaúba, Marinaldo Rosendo.
Apoio federal e repercussão
A iniciativa ocorre 24h após o próprio presidente Lula da Silva determinar, a partir de uma articulação do ex-prefeito e do senador Humberto Costa, “o pronto apoio federal às autoridades locais” e escalar o ministro Waldez Góes, da Integração Regional, para assumir a linha de frente, junto com Alexandre Padilha, da Saúde, para mobilizar a Força Nacional do SUS no atendimento às vítimas.
“Ontem tive a oportunidade de falar com o presidente Lula, com o ministro Waldez Góes, e explicamos a situação que estava acontecendo aqui na Mata Norte e na Região Metropolitana. A gente vai consolidar tudo o que os municípios solicitaram e que tem cadastro já realizado no PAC para eu levar ao presidente Lula e pedir uma ação diante disso. Algumas coisas estão fora da alçada da Defesa Civil, mas, a partir do momento em que o registro e o cadastro são feitos, que há o decreto de emergência e um protocolo aberto, a gente sabe a sensibilidade do presidente Lula para poder autorizar essas intervenções junto ao PAC”, disse o pré-candidato.
A situação causou um desconforto no Palácio do Campo das Princesas, que viu o protagonismo de Raquel se esvair, enquanto a imagem passada foi de isolamento institucional, segundo avaliação dos bons observadores da política estadual.






