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Uma fonte com bom trânsito no Palácio do Campo das Princesas trouxe ao site uma possível leitura do bastidor da política pernambucana, envolvendo três principais atores.
Na última quinta-feira (30), a governadora Raquel Lyra (PSD) participou da cerimônia de formatura de 2.157 novos policiais militares, na Arena de Pernambuco. Ao lado da governadora, o deputado federal e pré-candidato ao Senado Eduardo da Fonte (UB) marcou presença na solenidade.
Movimento de reaproximação
Solenidade que, para além da formalidade, serviu para demonstrar alinhamento político entre os líderes que até então vinham enfrentando ruídos na relação, desde que Da Fonte abriu diálogo com o pré-candidato João Campos (PSB), principal adversário de Raquel.
Como já registrado pelo Blog do Yan em edições anteriores, Dudu da Fonte viu todas as suas indicações sendo retiradas do alto escalão do Governo, enquanto o Palácio dava cada vez mais espaço ao seu agora correligionário de federação e também pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil.
Apesar dos reveses sofridos, Da Fonte resolveu fazer as pazes com Raquel, como confirmam informações de bastidores, e hoje volta a lista de opções da gestora para integrar sua chapa nas vagas ao Senado Federal.
No entanto, o líder comanda uma das maiores forças políticas, que é a Federação União Progressista (PP e União Brasil), que se tornou a maior frente desde sua homologação. Isso lhe confere grande poder de barganha.
Entre aliados, sobretudo prefeitos, com destaque para a Mata Norte, o nome de Eduardo surge como preferido para o Senado na chapa de Raquel.
Disputa interna pela chapa
Dentro dessa conjuntura, Coelho pode vir a ser remanejado para fora da chapa ou convencido a tentar disputar um mandato na Câmara Federal, o que é pouco provável que aceite, alerta a fonte ouvida pelo Blog.
A outra vaga ao Senado na chapa de Raquel já está reservada ao deputado federal Túlio Gadêlha, que recentemente se filiou ao PSD e será o nome à esquerda que a governadora tentará emplacar para equilibrar seu projeto e atrair o eleitorado progressista.






