Foto 1: Jarbas Araújo | Foto 2: Miva Filho
O ex-ministro do Turismo do Governo Bolsonaro e um dos representantes mais estridentes do bolsonarismo pernambucano, Gilson Machado Neto (Podemos), fez um novo aceno à governadora Raquel Lyra (PSD) durante entrevista a uma rádio local.
As falas de Gilson ocorrem na mesma semana em que deputados e lideranças de oposição elevaram o tom das críticas à gestão Lyra. Segundo Machado, Raquel “pegou o estado acabado pelo PSB, pelo modo PSB de governar” e descreveu a situação como “de pós-guerra”.
Gilson tomou como exemplo obras nas rodovias e o equilíbrio das contas públicas. “Ela [Raquel Lyra] tem feito coisas que eu não esperava que ela fosse conseguir fazer. Primeiro, ela conseguiu equilibrar as contas públicas do estado. Segundo, ela conseguiu recuperar a sensação de segurança da gente. A Raquel Lyra investiu bastante em segurança. Terceiro, ela está conseguindo melhorar as estradas de Pernambuco, porque eu ando”, disse.
“Eu sei que as estradas estão bem melhores, as PEs estão bem mais trafegáveis, transitáveis, com mais segurança, com as estradas todas pintadas, tudo organizado direitinho, com sinalização. Então eu estou vendo uma diferença grande entre o governo PSB e o governo Raquel Lyra”, completou.
Aproximação política
Esta não é a primeira vez que Machado, que também é pré-candidato a deputado federal, faz falas elogiando a gestão de Raquel. Durante a entrevista, o ex-ministro fez questão de pontuar que não faz parte do governo, tampouco ocupa cargos na administração estadual.
Em falas anteriores, Machado já havia elogiado a gestão de Raquel enquanto prefeita da cidade de Caruaru, quando foi a Brasília e visitou o Ministério do Turismo, visando viabilizar parcerias e investimentos no turismo caruaruense.
Ex-PL, Gilson hoje está no Podemos, partido presidido por um aliado antigo da governadora, Marcelo Gouveia. Com a falta de um candidato da direita na disputa majoritária, crescem, nos bastidores, rumores de que Gilson pode vir a apoiar o projeto de reeleição de Raquel.
Até então, o ex-ministro não confirmou essa possibilidade, mas, para os bons observadores da política estadual, nota-se a aproximação.







