Foto 1: Reprodução / Foto 2: Hesíodo Góes
O ex-ministro do governo Bolsonaro e uma das vozes mais extridentes do bolsonarismo no estado, o pré-candidato a deputado federal Gilson Machado Neto (Podemos), resolveu se posicionar quanto à possibilidade de o Partido Liberal lançar uma candidatura própria ao Governo de Pernambuco.
Ao Jornal do Commercio, o ex-ministro, que integra o palanque da governadora Raquel Lyra (PSD), criticou a possibilidade, afirmando que uma eventual candidatura própria do seu antigo partido poderia beneficiar o pré-candidato João Campos (PSB).
Nos últimos dias, o PL, em nível estadual, sob a liderança de Anderson Ferreira, tem ensaiado uma candidatura própria, como terceira via à polarização existente entre João e Raquel. Segundo Anderson, a sigla está cada vez mais próxima de uma definição.
Como registrado pelo Blog do Yan Lucca, até o início do ano, Anderson mantinha gestos em direção a Raquel Lyra. No entanto, distanciou-se da gestora e chegou a alfinetá-la, cobrando um posicionamento quanto à disputa nacional.
Segundo Gilson Machado, um eventual nome lançado pelo PL “aos 47 do segundo tempo” não iria alcançar um bom desempenho eleitoral e poderia atrapalhar o palanque de Raquel. “Não tem como, num momento desse agora, aos 47 do segundo tempo, lançar um nome olímpico que não alcance dois dígitos. Eu poderia lançar um candidato pelo Podemos, mas não vou, porque vai atrapalhar o palanque”, afirmou ao JC.
“Uma candidatura hoje de um candidato olímpico, queira ou não queira, o voto que tirar, tira voto de Raquel, porque a direita não vota em João Campos”, ponderou.
Ex-ministro vê direita maior fora do PL em Pernambuco
Gilson aproveitou para tecer críticas sobre os rumos tomados pelo PL em nível estadual e reafirmou que, em Pernambuco, a direita não está concentrada na legenda.
“Uma coisa é o partido PL, outra coisa é a direita de Pernambuco. A direita de Pernambuco hoje está muito maior fora do PL do que dentro do PL”, afirmou, referenciando a debandada sofrida pelo PL nos últimos meses, a exemplo dos deputados federais Pastor Eurico (atualmente no PSDB) e Fernando Rodolfo (atualmente no PP), dos estaduais Joel da Harpa (atualmente no PP) e Renato Antunes (atualmente no Novo), além de outras lideranças.
“A direita de Pernambuco hoje está muito maior fora do PL do que dentro do PL. Você vê Pastor Eurico, Joel da Harpa, Gilson Machado Filho, eu. Você vê Fernando Rodolfo, você vê Clarissa Tércio, Júnior Tércio, Eduardo Moura, Felipe Alecrim, Renato Antunes. E tantos outros, hoje você vê muito mais parlamentar de direita fora do PL com mandato do que dentro do PL. Inclusive quadros que saíram do PL”, disse Gilson.
Segundo Gilson, quando ainda estava na legenda, chegou a participar de articulações para o lançamento de uma candidatura que unificasse a direita em Pernambuco, mas que as negociações não avançaram por falta de consenso.
“Nós arquitetamos uma candidatura, inclusive, com o Coronel Feitosa. Cardinot seria um excelente nome. Mas, infelizmente, a vaidade dos dirigentes do PL local não deixou a gente seguir em frente com essa arquitetura de uma candidatura da direita legítima”, disse.
Gilson também voltou a defender o palanque da governadora. “Não tem como a gente, num momento desse, sair de Raquel Lyra, que é uma excelente gestora. Pegou o Estado acabado, financeiramente está recuperando as economias do Estado, recuperou a segurança do Estado”, disse.







