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O deputado federal, Túlio Gadêlha, recém-filiado ao PSD, partido do centrão comandado nacionalmente por Gilberto Kassab e, em nível estadual, pela governadora Raquel Lyra, resolveu explicar as razões que o levaram a mudar de partido e rebateu críticas feitas recentemente por seus adversários.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais neste sábado (06), o deputado, cotado para compor a chapa de Raquel Lyra em uma das vagas ao Senado Federal, rebateu acusações de incoerência política, atribuídas por adversários após sua mudança partidária.
“Olha gente, eu mudei de partido, mas eu continuei do mesmo lado, defendendo o Lula, defendendo a distribuição de renda, defendendo a justiça social”, afirmou o parlamentar.
Em outro trecho, alfinetou indiretamente alguns dos seus adversários. “Tomem cuidado com aqueles que não mudaram de partido, mas às vezes mudam de lado, votam contra o campo progressista, votam para dar um golpe, como deram na presidente Dilma, votam para se blindar de crimes… Eu lembro da PEC da Blindagem”, disse, referenciando a bancada do PSB na Câmara, que votou a favor da PEC da Blindagem, e o então deputado Danilo Cabral, que votou a favor da admissibilidade do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).
Troca de acusações com Pedro Campos
Nos últimos dias, o parlamentar tem sido amplamente criticado pela postura assumida de defesa incisiva da gestão Raquel Lyra, além de se comprometer em apoiar sua reeleição, dividindo palanque com figuras da direita e ligadas ao bolsonarismo, como Pastor Eurico (PSDB), Clarissa Tércio (PP), Mendonça Filho (PP) e Miguel Coelho (União Progressista).
Um dos últimos embates públicos do político foi com o também deputado federal Pedro Campos (PSB), que respondeu a acusações feitas por Túlio relacionadas à morte de Fernando Lucena, marido da governadora.
Segundo Túlio, integrantes do PSB haviam impossibilitado o presidente Lula de “abraçar” Raquel no momento de luto. Segundo Pedro, as acusações não procedem. “E vale ressaltar, Lula não conseguiu vir aqui no velório porque foi no mesmo dia das eleições, quando ele estava concorrendo à Presidência. E ele só voltou a Pernambuco mais de 10 dias depois e foi para um evento de campanha de Marília Arraes, que não era candidata do PSB. Ela tinha enfrentado, inclusive, o candidato do PSB no primeiro turno. E a agenda do presidente Lula foi liderada por ele e pela própria Marília”, disse Pedro.
“Então, não venha com essa mentira absurda, Túlio, de querer dizer que a gente impediu qualquer pessoa de dar um abraço na governadora. Isso é mentira e você sabe que é mentira”, completou Campos.







