Foto: Hesíodo Góes

Foto: Hesíodo Góes

A governadora Raquel Lyra (PSD), em declaração à Rádio Asa Branca, em Salgueiro, durante agenda oficial, comentou sobre o vídeo do presidente Lula (PT) explicitando seu apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado.

Raquel fez questão de “tirar de menos”, ou de minimizar por completo os efeitos da declaração do petista em relação ao seu adversário. Durante a entrevista, a gestora foi categórica ao afirmar que o vídeo “não muda nada” e que as relações institucionais com o Governo Federal se mantêm.

“Não muda nada. A gente continua com as parcerias firmes com o governo federal e o presidente Lula. Desde o primeiro momento que eu estive lá com ele, no dia 9 de janeiro de 2023, o presidente Lula disse que não faltaria Pernambuco, que eu procurasse os ministros para poder trabalharmos pelo nosso Estado”, disse.

Este tem sido o discurso adotado por Raquel nos últimos meses, quando questionada sobre a relação política construída com Lula. A governadora também rebateu adversários que creditam ao Governo Federal obras e programas executados no estado, a exemplo da transposição do Rio São Francisco, da Transnordestina, de obras habitacionais, entre outras.

“Tem gente que quer diminuir isso dizendo: ‘Ah, então não é uma obra sua, é do governo federal’. Não. Fui eu que disse que era prioridade para cá, porque eu podia ter colocado o dinheiro em outra coisa”.

Aliados seguem mesma linha e evitam ampliar efeito político

Uma das menções mais recentes ao assunto partiu do próprio senador Humberto Costa (PT), ao traçar uma avaliação da gestão. Em entrevista ao podcast Dose Dupla, dos colegas Ricardo Dantas e Márcio Didier, Humberto afirmou que o governo “tem méritos, mas esses méritos precisam ser divididos com o presidente Lula”. Disse ainda: “Eu acho que ela tem agradecido as ações que o presidente Lula tem feito, mas é algo que tinha que ser feito”.

Ainda durante entrevista à Rádio Asa Branca, Raquel se absteve de comentar as eleições deste ano, limitando-se a falar das entregas de sua gestão. “Enquanto uns falam de eleição, a gente trabalha e entrega, porque eu sou governadora. A gente precisa perder menos tempo cuidando de eleição e pedindo voto para poder fazer entrega de resultado”, disse.

Não só Raquel tratou de minimizar o apoio do presidente Lula ao seu adversário. Aliados da gestora também seguiram a mesma análise. À Veja, o ex-secretário de Meio Ambiente, Daniel Coelho, afirmou que “Se ficar só nesse vídeo, acho que é um fato nulo, não mexe nada. Já se Lula insistir em restringir a própria campanha, pode ser o próprio Lula o prejudicado na urna. Contudo, pelo movimento da base lulista em não perder os votos dos eleitores de Raquel”, disse.

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