Foto: Reprodução / Redes Sociais
A delegada e pré-candidata a deputada estadual Natasha Dolci publicou um vídeo em suas redes sociais repercutindo a existência do chamado “toque de recolher” imposto pelo crime organizado na cidade de Olinda, contrastando com a versão apresentada pelo Governo do Estado, que classificou o fato como “fake news”.
No registro, publicado no último domingo (12), a delegada compartilha parte do drama enfrentado por moradores de comunidades como Ponte Preta, V8 e Ilha do Maruim, que, segundo relatos, convivem com o toque de recolher entre as 21h30 e as 23h.
“Aqui é um local de intenso tráfico, já aconteceram vários homicídios. Eu já fui da Homicídios de Olinda. Todo mundo em casa, trancado”, afirmou Natasha em suas redes sociais.
Moradores também confirmaram a tensão vivida na localidade. “O toque de recolher está tendo, sim. Não é fake news, não. A realidade muitos não mostram. Não tem ninguém por nós aqui”, desabafou um morador.
Polícias Civil e Militar negam a existência de toque de recolher
Na última semana, durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), no Bairro do Recife, tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil foram categóricas ao desmentir o assunto. “Não tem toque de recolher. Aqui em Pernambuco não tem isso”, afirmou o coronel Jonas Moreno, da Direção de Planejamento Operacional (DPO).
Na mesma linha, o delegado Ivaldo Pereira, gestor da Diretoria Integrada Especializada (DIRESP), afirmou que o setor de inteligência da polícia estaria investigando o que classificou também como informação inverídica.
“Tudo o que se passa na internet deixa rastros. A gente já vem direcionando ações desde a outra divulgação de fake news. É preciso avaliar caso a caso: existem pessoas que compartilham como forma de alerta e não têm o dolo de cometer nenhum crime, mas há outras que estão se aproveitando desse tipo de ação. Essas pessoas podem responder até por participação em organização criminosa, caso tenham ligação com o crime organizado. Se não tiverem, podem ser responsabilizadas pelo crime de ameaça”, disse.
O assunto vem rendendo nas redes sociais, sobretudo entre os moradores das próprias comunidades afetadas por este suposto toque de recolher.







