Os aprovados e aptos fora do número de vagas nos últimos concursos da Segurança Pública voltaram a pressionar o Governo do Estado nesta quarta-feira (15), durante mobilização na Assembleia Legislativa de Pernambuco e nos arredores do Palácio do Campo das Princesas.
A mobilização iniciou-se às 10h, na Alepe, e foi encabeçada pela advogada e uma das candidatas preteridas pela gestão, Jéssica Daiane, que, na condição de porta-voz dos manifestantes, fez duras críticas à gestão Raquel Lyra (PSD).
Já no Palácio do Governo, o grupo não passou dos gradis que cercam a sede da gestão e sequer foi recebido. Lá, de forma ordeira, seguiram se manifestando e gritando palavras de ordem.
Marcaram presença também o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE), Áureo Cisneiros, e a delegada licenciada e pré-candidata a deputada estadual, Natasha Dolci (MDB).
Durante sua fala, Cisneiros afirmou que, durante gestões anteriores, houve mais contratações na segurança e lembrou que a gestora prometeu receber os representantes do SINPOL para a abertura da mesa de negociações, mas não cumpriu. “Ela nos convidou pra vir aqui publicamente. Fez aquele constrangimento, não apenas ao Sindicato dos Policiais Civis, mas a toda sociedade pernambucana, que assistiu quando ela disse lá em Garanhuns que iria receber a gente aqui, e uma das pautas que a gente iria tratar com ela era justamente dos concursados, como a gente tinha encaminhado pra vocês”, afirmou Áureo.
Manifestantes criticam gestão estadual
Na mesma linha, a delegada Natasha, conhecida por sua atuação voltada à valorização dos profissionais da Segurança Pública, tratou do tema como “preterição indevida”, fazendo referência à Lei Estadual n.º 14.538, de dezembro de 2011, que só permite a realização de novo concurso público quando inexistirem candidatos habilitados (art. 3º, inciso III).
Na concepção dos manifestantes, o anúncio de abertura de novos concursos, feito pela gestão na semana passada, tem fins eleitoreiros para inflar os números da administração no tema, conforme desabafo da própria Jéssica, que encabeçou o movimento. “Nós entendemos a necessidade de um novo concurso e não defendemos que não aconteça”, disse. “A finalidade [de um novo concurso] é clara. É a compra de voto e a promoção eleitoral”, completou.
De acordo com informações repassadas ao Blog do Yan Lucca, o número de aprovados fora do número de vagas chega a 1.200, divididos entre Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.







