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O salário da governadora Raquel Lyra (PSD) segue no centro das atenções da campanha socialista. Neste sábado (12), a Justiça Eleitoral autorizou o site com o conteúdo que destrincha o salário da candidata à reeleição, que supera em quase três vezes o permitido para quem governa o estado.
O site www.omaiorsalariodobrasil.com.br está no ar e apresenta de forma detalhada os valores recebidos por Raquel desde que assumiu o governo em janeiro de 2023, quando, segundo a campanha adversária, criou e sancionou uma lei que permite a ela receber os R$ 60 mil a que teria direito como Procuradora concursada do Estado.
Segundo as informações repassadas à imprensa pela Frente Popular, a medida seria inconstitucional, uma vez que Raquel não está ativa como procuradora e sim como governadora.
Logo, o recebimento pelo cargo de procuradora viola a Constituição Federal, que estabelece que quem é eleito para cargo público não pode optar por receber o salário do órgão de origem, e sim ficar com o do cargo para o qual terá mandato.
A CF ainda prevê exceções para prefeitos e vereadores, em alguns casos. A medida também é referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o site, a governadora recebe cerca de R$ 50 mil, com um adicional mensal de R$ 10 mil previsto na carreira de procuradora, ao invés dos R$ 22 mil, subsídio de um governador.
Conforme registrado pelo Blog do Yan Lucca, no primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco realizado pela Rádio Cidade em Caruaru, João abordou o tema e chegou a chamar a gestora de “fura teto”.
A afirmação rendeu a Raquel um direito de resposta, no qual a gestora afirmou não haver irregularidades no fato. “Eu recebo o meu dinheiro de maneira honesta, eu nunca fui sócia de negócio, não tenho investigações contra mim” disse.







