O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta terça-feira (17) a assinatura dos primeiros contratos para a conclusão do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), localizada em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. O investimento é de aproximadamente R$ 4,9 bilhões, e os contratos foram firmados com a Consag Engenharia S.A.

A medida representa um novo ciclo de expansão da capacidade de refino da Petrobras e integra a estratégia do governo federal de fortalecer o papel do Porto de Suape na cadeia logística e industrial do país.

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A RNEST passou por seis anos de paralisação durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Com a retomada, o projeto volta ao centro da agenda da Petrobras. “Infelizmente, nos dois anos do governo Temer e quatro anos do governo Bolsonaro, a refinaria ficou paralisada. O presidente Lula, assim que assumiu o governo, tomou a decisão política de retomar essa obra fundamental para o desenvolvimento do Estado. Este é um momento histórico para Pernambuco e para o Brasil. A retomada das obras da RNEST representará mais de 30 mil novos empregos, movimentação econômica, fortalecimento da cadeia logística e reafirma o papel do Estado como indutor do crescimento”, afirmou Silvio Costa Filho.

Os contratos preveem a construção de três novas unidades industriais: a Unidade de Coqueamento Retardado (UCR), a Unidade de Hidrotratamento de Diesel S10 (UHDT-D) e a Unidade de Destilação Atmosférica (UDA). Com a conclusão dessas estruturas, a capacidade de refino da refinaria deverá dobrar, passando dos atuais 130 mil barris por dia para 260 mil até 2029. A RNEST será, assim, a segunda maior refinaria da Petrobras.

Silvio Costa Filho também destacou os impactos na logística portuária da região. “A refinaria tem uma ligação direta com Suape, que será ainda mais demandado com o aumento da produção de derivados de petróleo. Estamos trabalhando para garantir que o porto esteja pronto para essa nova realidade, com investimentos em infraestrutura e eficiência logística”, pontuou.

Segundo a Petrobras, o avanço das obras deve gerar cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos. O projeto também contempla soluções tecnológicas e ambientais. Em 2024, a RNEST passou a operar a unidade SNOX, pioneira no refino brasileiro. A tecnologia permite reduzir significativamente as emissões de óxidos de enxofre (SOx) e nitrogênio (NOx), além de viabilizar a produção de ácido sulfúrico.

“O governo do presidente Lula está comprometido com o desenvolvimento sustentável e regional. E essa obra é um símbolo desse compromisso: promove a transição energética, respeita o meio ambiente e gera oportunidades reais para o povo nordestino”, disse o ministro.

Com o reforço na infraestrutura da RNEST, o Nordeste consolida-se como peça central na estratégia de investimentos da Petrobras, sobretudo na ampliação da produção de combustíveis com menor impacto ambiental e no abastecimento das regiões Norte e Nordeste.

“O Nordeste é prioridade na agenda do governo federal. Essa expansão da RNEST não é apenas uma obra de engenharia, é uma resposta concreta à necessidade de desenvolvimento regional e redução das desigualdades históricas do país”, concluiu Costa Filho.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também ressaltou o papel da refinaria: “A RNEST é estratégica para o Brasil, hub da Petrobras nas regiões Norte e Nordeste. Os contratos para a retomada das obras do Trem 2 da refinaria revelam o compromisso da empresa com o desenvolvimento do país, representando a expansão da nossa capacidade de refino e viabilizando o aumento da produção de derivados para atender às demandas da sociedade e do mercado”.

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