Foto: Reprodução / CBTU

Uma “boa notícia” para a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) chegou nesta semana. O novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) destinou ao modal ferroviário cerca de R$ 10 milhões para serem investidos na troca de trilhos com quatro décadas de uso.

O valor anunciado é ínfimo, diante das necessidades postas pela Companhia para garantir a viabilidade e estabilidade até dezembro deste ano, visto que as linhas que atendem cerca de 160 mil usuários de várias cidades da RMR enfrenta problemas recorrentes de pane elétrica, falta de locomotivas, falta de insumos para manutenção, causando frequentes paralisações do sistema.

Segundo o METRO-REC, para garantir a estabilidade do sistema, são necessários valores na ordem de R$ 1,7 bilhões.

Com uma extensão de aproximadamente 71 km, contando com as linhas Diesel-VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que atendem de Cajueiro Seco até Cabo de Santo Agostinho, mesmo sendo Governo Federal o responsável direto, os problemas frequentes e paralisações causam também dor de cabeça às gestões estaduais, desde Paulo Câmara (PSB) até Raquel Lyra (PSD), ambas cobradas por uma solução.

Em 2024, conforme o orçamento aprovado pela LOA (Lei Orçamentária Anual), foram aprovados R$ 132 milhões para a CBTU. Este valor até a metade do ano já se encontrava comprometido em quase 90% devido a contratos assumidos pelo metrô e outras pendências.

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Já este ano, o valor aprovado pela União foi de 165 milhões, o que ainda não garante uma maior segurança ao funcionamento do modal. Em 2024, este repórter acompanhou de perto a crise no metrô.

À época, entre tensões com o sindicato da categoria e reivindicações, a empresa enviou um projeto para o Ministério das Cidades com propostas de melhorias com o planejamento de execução estimado para os próximos quatro anos.

O projeto enviado à União foi dividido em quatro pilares, com valores estimados em mais de R$ 8,6 milhões em investimentos diretos, e mais R$ 900 milhões para aquisição de nova frota de trens para substituição da atual. Aguarda-se, desde então, um retorno.

Para o usuário que paga uma das tarifas mais caras do Brasil, o importante é a solução.

Atualmente, o valor do bilhete é de R$ 4,25, ficando atrás do Rio de Janeiro (R$ 7,90), Brasília–DF (R$ 5,50), Belo Horizonte–MG (R$ 5,30) e São Paulo–SP (R$ 5,00).

Estadualização e privatização do metrô

No mês de maio, o Governo Federal publicou no Diário Oficial da União a autorização para o início do processo de concessão do sistema. O trâmite será conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Veja o cronograma:

  • Realização de estudos técnicos e consulta pública: 3º trimestre de 2025;
  • Aprovação dos órgãos de controle: 2º trimestre de 2026;
  • Publicação do edital: 2º trimestre de 2026;
  • Leilão: 4º trimestre de 2026;
  • Formalização do contrato: 1º trimestre de 2027.

O SINDMETRO-PE, sindicato responsável pela categoria, resiste a medida, alegando riscos à manutenção dos empregos e à qualidade do serviço público.

Ainda existe uma discussão entre a União e o Estado sobre quem ficará responsável pelo valor de R$ 4 bilhões, para reerguer a malha ferroviária antes da concessão.

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