Foto: Site / Sindurb

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Está previsto para acontecer, na próxima semana, dia 06/08, às 09h, um ato público convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Pernambuco contra a concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

A categoria convoca a classe trabalhadora e movimentos sociais para estarem na frente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, com o mote “Por uma Compesa pública e eficiente! Água não é mercadoria!”. A mobilização ocorre na mesma semana em que os deputados estaduais retornam do recesso parlamentar.

O movimento está correndo contra o tempo, visto que a publicação do edital que prevê a concessão parcial da Companhia está prevista para ocorrer até o mês de setembro, quando os técnicos do Tribunal de Contas do Estado darão o aval na última etapa que antecede a divulgação oficial.

Para o Estado, esta é uma forma de atrair investimentos privados na ordem de R$ 15 a R$ 20 bilhões, valores que serão repartidos entre os municípios. Além disso, ainda conforme a gestão, vencerá o leilão de concessão a empresa que oferecer um desconto de até 5% na tarifa para o usuário e apresentar o maior valor de outorga.

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Porém, isto não basta. Para alguns políticos e lideranças, a medida não é vista com bons olhos. Até mesmo prefeitos de cidades como Petrolina e São Caetano chegaram a questionar os cálculos de divisão, que se tornaram públicos e previam uma partilha proporcional dos valores.

Caberá, também, ao vencedor realizar o investimento de mais de R$ 18 bilhões nas microrregiões de saneamento de Pernambuco. Na Microrregião de Água e Esgoto do Sertão (MRAE Sertão), o futuro concessionário terá que investir R$ 2,8 bilhões, enquanto na Microrregião de Água e Esgoto RMR PAJEÚ (MRAE), o investimento será da ordem de R$ 16,1 bilhões.

De olho no serviço

Mais cedo, este blog registrou o lançamento do Observatório da Água, plataforma criada pelo deputado federal Pedro Campos (PSB), um dos principais críticos da concessão.

A iniciativa utiliza os calendários oficiais da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para calcular, município a município, a média de horas de fornecimento. Segundo Campos, os dados serão atualizados mensalmente. “Se algum município piorar o abastecimento de água, estaremos aqui juntos pra cobrar soluções”, afirmou.

Veja mais detalhes sobre a iniciativa na edição: “Falta d’água e rodízio mal explicado: plataforma cobra transparência da Compesa e denuncia falhas no abastecimento”.

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