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É estimado para o fim do mês de agosto a mudança da presidência da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Alex Campos, atual presidente, deixará o cargo, que será assumido por Douglas Nóbrega.
A informação foi revelada em primeira mão por blogs pernambucanos neste fim de semana e confirmada pelo Palácio neste sábado (16).
Campos será conduzido à presidência do Conselho da Administração da estatal. Em nota à imprensa, Raquel agradeceu ao trabalho e empenho de Alex à frente da Companhia e reafirmou a agenda de concessão parcial de alguns serviços oferecidos pela empresa. “Vamos continuar garantindo os investimentos na Compesa, essenciais para a população, e vamos poder acelerar as entregas e oferecer mais dignidade às pessoas, por meio da concessão dos serviços da Companhia. Agradeço ao trabalho desempenhado por Alex Campos, que se dedicou às ações na instituição, sempre em prol de todos os pernambucanos”, disse.
O novo presidente chega em um momento estratégico para o governo estadual, que, além da concessão, tem pela frente uma agenda intensiva por meio do programa Águas de Pernambuco, iniciativa voltada ao combate à escassez hídrica em várias regiões do estado.
Douglas Nóbrega exerce o cargo de diretor de Engenharia e Sustentabilidade. É formado em Engenharia e Administração de Empresas e conta com mais de 30 anos de experiência em obras de engenharia em companhias públicas e privadas, com passagens pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e por iniciativas do setor privado. Está na Compesa desde 2024.
Processo de concessão Compesa
A concessão parcial de alguns serviços oferecidos pela Compesa vem sendo motivo de impasse entre a gestão estadual e os sindicatos. O Blog do Yan acompanha de perto as manifestações da categoria, que aponta irregularidades no processo de concessão.
Na semana passada, com exclusividade, o site teve acesso à representação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Pernambuco (Sindurb-PE) protocolada junto ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.
O documento, detalhado na reportagem ‘Exclusivo: representação do Sindurb aponta falhas no processo de concessão da água em Pernambuco’, aponta indícios de irregularidades, falta de transparência e diálogo com setores sindicais, e possível tarifa subdimensionada , ou seja: insuficiente para cobrir os custos operacionais da estatal e abaixo de tarifas de outras companhias.







