Foto: Luciano França / Google

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Sem ser utilizado ou ocupado pelo Governo do Estado, o terreno do histórico Colégio Americano Batista foi, no início da semana, ocupado por integrantes do Movimento Moradia Digna, que reivindicam diálogo com o governo sobre o direito à moradia.

Embora em movimento pacífico, o número de 200 pessoas que ocuparam inicialmente o imóvel pode subir para até 500 nos próximos dias, afirmam lideranças. Sua grande maioria é composta por moradores do Paulista e Jaboatão dos Guararapes. Porém, para além da questão de habitação, o fato descortinou um problema antigo e mal resolvido pela gestão: qual a destinação do agora ocupado Colégio Americano Batista?

Localizado entre a Avenida Agamenon Magalhães e a Rua Dom Bosco, fundado em 1906 pelo missionário W. H. Canadá, o prédio com três hectares já vem causando uma certa “dor de cabeça” ao Palácio.

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Para refrescar a memória dos leitores deste blog, em setembro de 2023, o Governo do Estado desapropriou o terreno do colégio por R$ 16 milhões. Posteriormente, em 1º de outubro, o Estado repassou R$ 80 milhões aos proprietários do terreno como indenização. O objetivo era criar um complexo da rede pública de ensino, porém, até agora, sem sair do papel.

Em abril deste ano, o deputado estadual Waldemar Borges (PSB) voltou a cobrar a gestão sobre o futuro do prédio histórico. O parlamentar cobrou um cronograma de execução das obras planejadas pela gestão, visto que o espaço foi declarado “de utilidade pública”.

Borges protocolou um requerimento na Assembleia Legislativa de Pernambuco solicitando informações detalhadas ao governo sobre a desapropriação. “A pergunta que não quer calar é: como o governo justifica gastar mais de R$ 80 milhões num terreno, enquanto as escolas estaduais passam por uma das piores crises de sua história?”, disse na época.

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