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A busca por empréstimos por empresas do Nordeste cresceu 16,4% em maio de 2025 ante o mesmo mês de 2024, segundo a Serasa Experian. O dado, no entanto, contrasta com um cenário de endividamento recorde: Pernambuco tem mais de 213 mil empresas inadimplentes, o maior número da série histórica, com uma dívida média de R$ 19,4 mil.
Para especialistas, a contradição entre a alta demanda por crédito e o aumento da inadimplência sinaliza uma falha crucial no planejamento financeiro das empresas no momento de contrair empréstimos. A pressa e a falta de preparo para negociar com os bancos são apontadas como as causas principais.
Luiz Fernandes, Head de Soluções Financeiras e Atendimento PJ da SIR Investimentos, explica que a linha de crédito mais barata da região é a do Banco do Nordeste, mas que a instituição, assim como outras, exige organização das empresas. “Embora ela seja de fácil acesso, o BNB – e outros bancos no geral – requer uma organização por parte da empresa, tanto do ponto de vista de gestão quanto do planejamento estratégico da utilização do recurso – e muitas empresas não conseguem atender a esses critérios”, afirmou.
Segundo Fernandes, um planejamento bem estruturado permite que a empresa busque crédito de forma antecipada, ganhando vantagem na negociação, já que a liberação do recurso costuma ser um processo demorado. A escolha da linha de crédito adequada ao objetivo e à realidade financeira do negócio é outro passo fundamental para evitar dívidas impagáveis.
“Uma assessoria adequada consegue oferecer uma resposta personalizada e vantajosa para cada situação. A linha escolhida vai depender muito do objetivo do crédito, do planejamento, da disponibilidade e tipos de garantias da empresa e da dinâmica de valores”, comentou o especialista.
O principal erro, no entanto, continua sendo a pressa na hora de fechar o negócio com o banco. Fernandes reforça que a contratação de um empréstimo é uma negociação e, como tal, exige preparo. “O que é preciso considerar é que toda contratação de crédito é uma negociação, tanto do ponto de vista das taxas como das melhores condições no geral. Para isso é preciso se preparar e negociar com mais de uma instituição para garantir as melhores condições para a empresa e evitar problemas no futuro”.
O especialista alerta ainda para a necessidade de examinar minuciosamente o contrato, prestando atenção em taxas iniciais, tarifas de abertura, de renegociação, índices de correção e seguros. Para ele, muitas empresas confundem sua necessidade real: “Boa parte das empresas não precisam de crédito, mas sim de um bom planejamento estratégico na utilização dos seus recursos”, finalizou Luiz.







