Foto: Reprodução/ JC Imagem

Durante entrevista ao programa “Cena Política” nesta semana, o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (PL) voltou a confirmar que será candidato ao Senado em 2026. Como já noticiado por este Blog, o Partido Liberal enfrenta uma possível disputa interna pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco. O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, também já declarou interesse em concorrer, ressaltando, porém, que a decisão final será tomada em deliberação conjunta dentro da legenda.

Gilson, por sua vez, afirmou que só abriria mão da candidatura a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu vou ser candidato. Só se o presidente Bolsonaro não quiser que eu seja. Mas ele não disse”, afirmou o ex-ministro.

Nos bastidores, o que já se é comentado é que Gilson Machado tem a preferência de Bolsonaro, enquanto Anderson Ferreira seria o nome apoiado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

Disputa interna

Gilson destacou que respeita o desejo de Anderson em disputar o Senado, lembrando que são duas vagas disponíveis, mas reforçou que seguirá firme com sua pré-candidatura até segunda ordem.

Em entrevista anterior ao mesmo programa, Anderson Ferreira comentou sobre a intenção de Gilson em concorrer e comparou as trajetórias políticas de ambos:

“Entendo a vontade do Gilson, mas ele nunca teve mandato político. Tentou duas vezes e não teve êxito. O eleitor quer quadros com qualidade e experiência. Quem nesse campo já esteve no Executivo e no Legislativo? Esses fatores vão pesar na escolha”, disse Anderson.

Pernambuco e o cenário para 2026

Ainda na entrevista, Gilson Machado analisou o quadro político pernambucano e disse que sua candidatura reflete o sentimento do eleitorado conservador:

“Eu ando nas ruas, vou às carreatas, às feiras, e o povo me abraça. Seria muito mais tranquilo disputar para deputado federal, mas a direita se vê representada em mim. É justo abrir mão disso?”, questionou.

Pernambuco e o cenário para 2026

Ao comentar o cenário estadual, o ex-ministro evitou falar sobre possíveis alianças, mas fez elogios à governadora:

“É cedo para julgamentos. A governadora recebeu Pernambuco em terra arrasada. Eu conheço o estilo dela desde Caruaru. Sei que é competente, brigona, vai atrás das coisas. Ela vivia na Embratur comigo, no ministério, atrás de recursos”, lembrou.

Já sobre o prefeito do Recife, o tom foi mais crítico:

“Quando você compara o Recife de hoje com o da época de Roberto Magalhães ou Joaquim Francisco, você fica temeroso. Enquanto ele está fazendo shows, o cachê de uma banda às vezes é um gerador que falta numa unidade de saúde. Falta prioridade”, disparou Gilson.

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