Foto: Roberto Soares / Alepe

Foto: Roberto Soares / Alepe

Em mais um episódio de embate entre o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB), e a governadora Raquel Lyra (PSD), o parlamentar fez uma ampla defesa da Casa, frequentemente acusada pela gestora de “atrasar” obras estruturantes para o Estado.

Nas ponderações de Porto, tudo não passa de uma narrativa criada pela gestão, objetivando construir um Legislativo vilão e perseguidor. O pano de fundo usado pelo tucano foi a recente notícia do contrato assinado com o Banco do Brasil esta semana pelo Governo do Estado. Contrato este que, segundo a própria governadora, servirá para tocar as obras do Arco Metropolitano e da duplicação da BR-232.

Contrato recente e embate narrativo

Porém, este contrato, que garantirá a execução das obras, nada tem a ver com o empréstimo de R$ 1,5 bilhão enviado à Alepe em março e aprovado após uma longa celeuma entre Executivo e Legislativo. Até alguns meses atrás, a própria gestora expressava o desejo de que a Casa aprovasse o montante que seria destinado às obras citadas acima.

Em suma, a gestão estadual já tinha os recursos disponíveis para a execução das obras, mas, supostamente, preferiu atribuir à Casa a responsabilidade do atraso. Segundo a própria oposição, dos aproximadamente R$ 9 bilhões em autorizações de empréstimo dadas pela Alepe em 2023 e 2024, o Governo do Estado só havia captado menos de R$ 3 bilhões.

Críticas à gestão e questionamentos sobre eficiência

Na tribuna da Casa, Álvaro não poupou críticas. Voltou a classificar a gestão como ineficiente. “O governo justificava que não era possível destravar essas obras porque ainda tramitava aqui na Assembleia mais uma solicitação de crédito, desta vez de R$ 1,5 bilhão. A narrativa caiu por terra na última terça-feira (14), em evento realizado no Palácio do Campo das Princesas, quando foi anunciada a contratação de um empréstimo de R$ 1,4 bilhão para as obras do Arco e da BR”, afirmou.

“Ocorre que a lei que lastreou essa operação foi aprovada no ano passado — a Lei nº 18.730, de 2 de dezembro de 2024, que autorizou a contratação de R$ 3,4 bilhões no âmbito do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) do Governo Federal”, completou.

Ainda segundo o deputado, sempre houve crédito para a operação, mas o governo faltou em planejamento e agilidade. Porto lembrou também da autorização de R$ 652 milhões de recursos junto ao BNDES, além dos US$ 275 milhões com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), recursos que, segundo o parlamentar, estão disponíveis para a gestão.

Do montante aprovado pela Alepe, apenas cerca de 33% foram contratados pelo Estado, alega o ex-correligionário da governadora. Durante meses, em suas andanças por Pernambuco, a gestora fez questão de atribuir à Assembleia Legislativa a responsabilidade pelos atrasos nas obras.

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