Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Nesta segunda-feira (17), o site do jornalista Jamildo Melo revelou, em reportagem, a possibilidade de o ex-ministro Gilson Machado Neto deixar o PL e migrar para outra legenda em busca de viabilizar sua candidatura ao Senado, em 2026.

Conforme apuração do site, confirmada pelo bolsonarista com exclusividade, o projeto é endossado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ele [Bolsonaro] já me disse em momentos anteriores que, caso eu não encontre ambiente dentro do meu partido, ele me apoiaria em qualquer partido que eu fosse para ser o senador de Pernambuco”, afirmou.

Tensões internas no PL-PE

Já registrado por este Blog em outras ocasiões, desde o fim do pleito de 2024, ficaram explícitas as divergências e contendas existentes dentro do PL-PE, comandado por Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, que já expressou publicamente sua insatisfação com a conduta de Gilson. Chegando a atribuir a ele, inclusive, o suposto insucesso da direita pernambucana nas eleições municipais.

Em entrevistas, Anderson deixou claro que não está disposto a apoiar, nem sequer negociar parceria com Gilson Machado. Fontes ligadas ao bolsonarismo no estado afirmam que o sentimento de alguns correligionários é de que o ex-ministro supostamente estaria colocando interesses pessoais acima das prioridades partidárias.

A disputa pelo Senado

O cerne da disputa estaria, então, na corrida pelo Senado, cobiçada por ambos. A pré-candidatura de Anderson é a aposta do presidente nacional do PL, Waldemar Costa Neto, enquanto a de Machado conta com o apoio direto de Bolsonaro.

E é justamente nessa sustentação política que Gilson Machado segue se apoiando e reforçando seu alinhamento ao ex-presidente.

Ainda segundo a apuração do site de Jamildo, um dos possíveis destinos de Gilson seria o PP de Eduardo da Fonte. Mas o ex-ministro manteve a decisão condicionada “à palavra final de Bolsonaro”.

“Dudu [Eduardo da Fonte] é um grande amigo de infância. Gosto dele e de seu filho. Mas repito, a última palavra é do presidente Bolsonaro”, disse.

Machado também comentou sobre as medidas cautelares impostas a ele, que estariam prejudicando sua pré-candidatura ao Senado, uma vez que não pode deixar a comarca do Recife. “Graças a Deus eu tenho muitas pessoas que sabem da minha situação, estão levando meu nome para todas as regiões, e o que é melhor: tudo isso orgânico. Pois nada melhor do que um senador que sofreu na pele uma injustiça, para lutar para que ela nunca mais aconteça com outras pessoas, independente de ideologia política”, afirmou.

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