Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil
Nesta semana, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores viveu um grande momento de tensão, com uma série de conflitos internos expostos pela imprensa, todos eles girando em torno das construções de alianças para as eleições deste ano.
Ainda ontem, o secretário de Habitação do Recife e 1º vice-presidente da sigla, Felipe Cury, rebateu com veemência falas do deputado João Paulo, supostamente minimizando a relevância e a importância de Lula no processo eleitoral do Estado. Segundo o deputado, a presença de Lula em um palanque não seria suficiente para emplacar um candidato.
Aliado de primeira hora da governadora Raquel Lyra (PSD), João Paulo é um fiel defensor de que o PT mantenha uma frente de diálogo com o governo, garantindo para Lula mais de um palanque no Estado. Em entrevista a uma rádio, chegou a sugerir até três palanques, incluindo o PSOL, com a pré-candidatura de Ivan Moraes.
Cury rebateu as falas do deputado e afirmou se tratar de um posicionamento pessoal, e não da sigla. “João Paulo fala por si. Não fala pelo PT, não fala pela militância e não fala pelo campo progressista”, escreveu em nota enviada ao site.
A senadora Teresa Leitão, divergindo diretamente do posicionamento do deputado João Paulo, também foi mais uma a se pronunciar. Defendeu celeridade na construção e consolidação das alianças no Estado.
Humberto Costa pede cautela e aguarda GTE
Dessa vez, foi a vez do senador Humberto Costa se pronunciar sobre os tensionamentos. Em entrevista ao Blog Dellas, o parlamentar afirmou que o partido deve “conter a ansiedade”. Segundo Humberto, é necessário aguardar o resultado do chamado Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), que delibera as questões partidárias referentes ao pleito.
Hoje, o partido se vê como um pêndulo, sem encontrar consenso entre os seus correligionários. Enquanto parte defende uma aliança com a governadora Raquel Lyra, outros afirmam que o melhor caminho para a sigla e o projeto de reeleição de Lula é subir no palanque socialista.
Assim como em outros pleitos, a decisão final deve ficar por conta da direção nacional, embora, como já reportado por este blog, existam sinais e tendências claras que projetam uma aliança entre o PT e o PSB no Estado. Para alguns petistas, é preciso levar em consideração que João Campos tem se colocado como aliado do presidente, enquanto a governadora adota a tática do silêncio.







