Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

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A Polícia Federal vai instaurar um inquérito com a finalidade de investigar o suposto caso de espionagem ilegal envolvendo a Polícia Civil pernambucana contra adversários políticos da governadora Raquel Lyra (PSD).

O caso veio à tona no final de janeiro, após a reportagem do Domingo Espetacular, da TV Record, revelar uma suposta investigação paralela da Diretoria de Inteligência (Dintel), serviço da Polícia Civil, contra o secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão, Eduardo Monteiro, servidor da Prefeitura do Recife.

Em um grupo no WhatsApp, os agentes compartilharam registros fruto das perseguições diuturnas ao carro da prefeitura, usado pelo secretário. Os agentes chegaram a instalar uma AirTag no veículo para rastreá-lo, além de fazer uso do Clearview, software de reconhecimento facial de uso restrito da alta cúpula da polícia.

Ainda no fim de janeiro, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a Polícia Federal verificasse a “existência de elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais”.

Reações oficiais e negativas

Embora deixando muitas perguntas sem respostas, a Secretaria de Defesa Social negou qualquer tipo de arapongagem ou espionagem contra nomes ligados à Prefeitura do Recife e garantiu que a Dintel agiu dentro da legalidade, após receber uma denúncia anônima apontando suposto caso de corrupção.

Ainda segundo a pasta, após não constatar nenhuma irregularidade, a suposta “investigação” foi encerrada. Alessandro Carvalho, secretário da SDS, classificou a matéria da Record como “tendenciosa”.

Por sua vez, em resposta ao escritório Lacerda e Trindade Advogados Associados, a Polícia Civil afirmou que não houve nenhum procedimento formal que justifique caso de espionagem contra secretário de João Campos.

Além disso, segundo Felipe Monteiro, delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, não foram gerados números no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), não houve comunicação ao Judiciário e inexiste qualquer auto ou relatório técnico formal sobre a operação.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a governadora também desmentiu quaisquer tipos de atos ilícitos dentro da Polícia Civil. “Liderar é ter a coragem e a responsabilidade de explicar com verdade aquilo que precisa ser dito. Não existe por parte do governo de Pernambuco nenhuma orientação de perseguir quem quer que seja. Por outro lado, é muito importante dizer que sob o meu comando nada nem ninguém jamais deixará de ser investigado se houver indícios suficientes para isso”, afirmou.

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