Foto: Reprodução / Câmara do Recife
A vereadora Liana Cirne (PT) chamou atenção para o crescimento, na internet, de comunidades associadas ao chamado movimento “redpill” e defendeu que o poder público avance no debate sobre responsabilização e eventual criminalização de conteúdos que incentivem a violência de gênero.
Segundo Liana Cirne, grupos identificados com a chamada cultura “redpill” não se limitam a discussões sobre relacionamentos, mas atuam na disseminação de ideias que reforçam a misoginia e estimulam uma visão de antagonismo entre homens e mulheres.
“Movimentos como o redpill não são apenas opiniões sobre relacionamentos. São uma ideologia que ensina homens a enxergar mulheres como manipuladoras ou inimigas, criando uma masculinidade ressentida que se traduz em violência”, afirmou.
De acordo com a vereadora, essas comunidades se organizam principalmente em redes sociais e fóruns da internet, ambientes nos quais circulam conteúdos que incentivam comportamentos de dominação, humilhação e hostilidade contra mulheres.
Para a parlamentar, esse tipo de discurso ultrapassa o campo da divergência de opiniões e produz efeitos concretos na vida das mulheres.
“Isso não é opinião. Isso é misoginia organizada, e tem consequências reais na vida das mulheres”, disse.
Diante desse cenário, Liana Cirne defendeu que o país avance na discussão sobre instrumentos legais capazes de responsabilizar grupos e plataformas digitais que permitam ou facilitem a disseminação de conteúdos de ódio e violência de gênero.
“A internet não pode ser terra sem lei. Precisamos debater seriamente a responsabilização e a criminalização de movimentos que promovem violência contra mulheres”, declarou.






