Foto: Reprodução / Redes Sociais

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O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (UB), participou pela primeira vez de um evento político ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD). Na noite desta sexta-feira (20), os políticos marcaram presença no ato de filiação de Anderson Luiz ao PSD.

Convidado a discursar, Miguel fez questão de enaltecer Raquel Lyra e a recente parceria entre ambos, oficializada há poucos dias. Munido de frases fortes, disse que a parceria de ambos se dá “para poder fazer um projeto maior do que projetos pessoais”.

Disse também que, no tempo de Deus, a união se deu. Fato.

Mas o que chama atenção é a mudança no tom do discurso. Até pouco tempo, enquanto tentava emplacar seu projeto político na chapa da Frente Popular, encabeçada por João Campos (PSB), Miguel fazia questão de pontuar suas críticas à gestão Lyra.

E não eram críticas simples ou vazias. Chegou a classificar a gestão como de “muitas promessas e poucas entregas”. Afirmou que o sentimento entre os pernambucanos era de frustração com o governo.

“Pernambuco queria uma mudança, essa mudança foi feita nas urnas através da eleição de Raquel Lyra, mas o que a gente percebe hoje também, infelizmente, é uma certa frustração, as pessoas ainda não sentiram essa mudança. Acho que a gente não pode ser daquela política de torcer ‘quanto pior, melhor’, que isso é um espírito de porco que só atrasa a política e atrasa a sociedade”, cravou Miguel através de suas redes sociais.

Na mesma ocasião, enalteceu a “frente de oposição” que existe em torno do nome de João Campos. “É uma alternativa que traz aliada a experiência administrativa pelos nossos mandatos, não me refiro só a nós do União (partido), mas de todos os partidos políticos que estão configurando nessa frente política ampla de oposição para que a população possa fazer um juízo de valor”, afirmou.

Contradições recentes

Já em outro momento, durante agenda ao lado do socialista, na assinatura da ordem de serviço para a segunda etapa das obras do Parque da Tamarineira, Miguel fez questão de falar que, atrelado ao projeto socialista para o Governo de Pernambuco, também estava “a esperança” e que não havia mal que durasse para sempre. “Você sabe da expectativa que o povo de Pernambuco tem com o seu nome, do simbolismo que carrega, mas acima de tudo, da esperança. A gente não quer ver Pernambuco do jeito que está: campeão no desemprego nacional, sem água por causa de uma Compesa incompetente, vendo o Estado perder oportunidades”, disse.

Foi além: “Não há mal que dure para sempre. O tempo de um novo tempo para Pernambuco está chegando. Existe uma esperança silenciosa se renovando no coração das pessoas. E tenho certeza de que, no ano que vem, o que sentimos nas conversas nas ruas — e o que Recife está testemunhando — vamos conseguir espalhar por todo Pernambuco”, cravou.

Ontem, no evento do PSD, afirmou torcer pela reeleição da governadora Raquel Lyra. Cabe agora descobrir qual era o mal que não iria durar para sempre na visão de Miguel Coelho.

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