A Procuradoria Geral da República, em concordância com a Polícia Federal, pediu ao Supremo investigação contra o ex-ministro de turismo do governo Bolsonaro, Gilson Machado, por suposta participação direta na articulação de emissão de um passaporte português para o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, delator investigado na trama golpista.

O Procurador-geral da República, Paulo Gonet, informou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, que concorda com a investigação da PF contra Machado por possíveis crimes de “obstrução de investigação, envolvendo supostos delitos de organização criminosa e favorecimento”.

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Segundo Guilherme Amado, do site O PlatôBR, no dia 12 de maio, o ex-ministro teria tentado expedir o passaporte no Consulado de Portugal do Recife, mas sem sucesso. Segundo a corporação, a Paulo Gonet, Gilson foi instruído que poderia buscar alternativas junto a outros consulados. Gilson nega Veementemente a ido ao consulado, mas afirmou que manteve contato via telefone no mesmo mês com a repartição consular, visando renovar o passaporte do seu pai, Carlos Eduardo Machado Guimarães.

De acordo com Gonet, existem elementos que sugerem a participação de Machado na tentativa de “obstruir a instrução da Ação Penal n. 2.688/DF e das demais investigações que seguem em curso, possivelmente para viabilizar a evasão do país do réu MAURO CESAR BARBOSA CID, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, tendo em vista a proximidade do encerramento da instrução processual.”

O ex-ministro nega. “Não procede, não fui a consulado de Portugal nenhum. Isso é muito fácil de resolver, de ver, é só ir lá ver quem chegou no consulado e quem não chegou”, disse.

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