Foto: Reprodução / Alepe

Foto: Reprodução / Alepe | Reportagem de Victória Oliveira

A instalação da CPI da Publicidade na Alepe, proposta pela deputada Dani Portela (PSOL), colocou novamente o governo Raquel Lyra (PSD) no centro do furacão. A comissão foi aberta para investigar supostas irregularidades em contratos de publicidade do Estado, incluindo a suspeita de que um primo da governadora teria ligação com uma das empresas contratadas.

O avanço da CPI não ocorreu sem disputas. A oposição mostrou força ao articular a migração de três deputados do PSB para PSDBMDB e PRD, manobra que alterou a correlação de forças na Casa e garantiu à oposição mais espaço dentro da comissão.

No entanto, na última quinta-feira (21), o cenário sofreu reviravoltas importantes. Duas decisões judiciais favoreceram o governo: uma devolveu à deputada Débora Almeida (PSDB) a liderança da bancada tucana, antes sob o comando do oposicionista Diogo Moraes; a outra reconduziu Joãozinho Tenório (PRD) à liderança de sua bancada. Esses movimentos deram novo fôlego ao Palácio e reequilibraram a balança.

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Cenário atual

Hoje, a CPI conta com quatro governistas e quatro oposicionistas, porém a disputa continua aberta. Por outro lado, o jogo poderia abrir espaço para negociações políticas que até aqui têm sido tímidas por parte da gestão da governadora.

E aqui está o ponto central: a governadora terá que decidir se segue apostando em algo próximo ao distanciamento político ou continua apostando no discurso de independência política que marcou seus últimos mandatos.

Porque, no fim das contas, CPIs são menos sobre contratos e mais sobre poder. E nesse xadrez, cada movimento importa.

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