Foto: Reprodução / Partido dos Trabalhadores
Neste domingo (24) acontece o 17º Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores, reunindo 400 delegados e delegadas eleitos(as) em todo o estado durante o Processo de Eleições Diretas 2025.
O momento ocorre no Centro de Formação e Lazer (CFL), do SINDSPREV-PE, no bairro da Guabiraba no Recife e marca o período de transição da presidência de Doriel Barros para Carlos Veras, eleito no último Processo de Eleições Diretas com 93% dos votos válidos, para o mandato 2025-2029 à frente da sigla a nível estadual.
Durante o encontro, participam também o ex-ministro José Dirceu e o presidente nacional da sigla, Edinho Silva.
Dilemas para 2026
Nas vésperas do encontro, em suas redes sociais, Carlos Veras publicou um vídeo comentando sobre os caminhos que o partido irá trilhar até 2026. O partido vive um verdadeiro dilema em relação ao pleito do próximo ano. Para o Senado, o assunto é resolvido: a prioridade é Humberto Costa, como já deixou claro o próprio presidente Lula da Silva (PT).
Mas, para o governo do Estado, os caminhos continuam incertos. Parte deseja que o partido integre a Frente Popular, com apoio ao projeto político de João Campos (PSB); outra parte quer rumar com Raquel Lyra (PSD) em seu projeto de reeleição, enquanto a militância mais raiz se indigna com as opções e defende candidatura própria e uma maior independência.
Muitos militantes afirmam que existe uma relação de submissão dos petistas com os socialistas.
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Estratégia nacional
Mas, a nível nacional, nas entrelinhas, parece que a avaliação é outra. Até tempos passados, a expectativa era de um possível palanque duplo, como em 2006, mas, ao que parece, o cacique nacional petista está disposto a seguir com a aliança com o PSB nacionalmente em seu projeto de reeleição, com Alckmin seguindo na vice-presidência e apoiando João Campos ao governo de Pernambuco.
Veras, por sua vez, usa a lógica do “primeiro as primeiras coisas”. No recorte da entrevista à Rádio Folha PE publicado em suas redes, o novo presidente do PT-PE afirmou que a sigla só irá “discutir 2026 em 2026”.
“Vai discutir com o PT nacional, vai discutir com o presidente Lula. Vamos trabalhar 26 em 26. Lula tem 64% de intenção de voto em Pernambuco. É o estado com maior índice de aprovação e potencial eleitoral. A tendência é só aumentar”, disse.
“Nós em Pernambuco vamos estar trabalhando para garantir o que é prioridade para gente. É a reeleição do presidente Lula, a reeleição do senador Humberto Costa. É a ampliação da bancada estadual, da federal. Nós vamos discutir Pernambuco, nós vamos conversar com cada dirigente municipal, com a nossa militância, para construir o que nós queremos para Pernambuco”, completou.
Aqui, vale lembrar, que o mesmo se viu nas eleições municipais. O partido deixou para declarar seu apoio nas últimas horas. Nas prorrogações do segundo tempo, quando todas as estratégias de ocupar a vice de João Campos falharam e se esgotaram, enfim, integraram a Frente Popular.
Com duras críticas de quadros históricos, como as feitas pelo ex-deputado Fernando Ferro, que chegou a dizer, em entrevista a este repórter, que o PT estaria tentando entrar na prefeitura “pela janela”, ou seja, barganhando migalhas e deixando de lado sua história, o partido seguiu com João Campos.
Para muitos militantes, o PT é o único partido capaz de dialogar com a classe trabalhadora, mas, para alguns bons observadores da política estadual, é um partido enfraquecido e desgastado no estado de Pernambuco.







