Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

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Na noite desta quarta-feira (17), a Câmara dos Deputados votou o regime de urgência do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Em síntese, o objetivo da votação era acelerar a tramitação do polêmico projeto, pleiteado pela direita. O que se diz nos corredores de Brasília é que o país só viverá uma “pacificação” quando os condenados forem anistiados.

Com o placar de 311 votos a favor e 163 contra, o projeto passa a ser discutido e votado diretamente no plenário, dispensando as discussões nas comissões.

Alcance da medida

A proposta, além de contemplar os envolvidos nos atos golpistas, abrange também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, após se reunir com os líderes, decidiu convocar a sessão para votar a urgência. “Um presidente da Câmara não pode ser dono de teses, nem muito menos de verdades absolutas. Sempre que alguém se declarou dono da verdade o país perdeu. O Brasil precisa de pacificação. Cabe ao plenário soberano decidir”, declarou Motta.

Bancada de Pernambuco

Dos 25 deputados pernambucanos, 12 votaram contra, 11 a favor e houve duas abstenções: da deputada Iza Arruda (MDB-PE) e de Guilherme Uchoa (PSB-PE).

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Votaram a favor da proposta

  • André Ferreira (PL-PE)
  • Augusto Coutinho (Republicanos-PE)
  • Clarissa Tércio (PP-PE)
  • Coronel Meira (PL-PE)
  • Eduardo da Fonte (PP-PE)
  • Fernando Rodolfo (PL-PE)
  • Lula da Fonte (PP-PE)
  • Mendonça Filho (União-PE)
  • Ossesio Silva (Republicanos-PE)
  • Pastor Eurico (PL-PE)
  • Waldemar Oliveira (Avante-PE)

Votaram contra a proposta

  • Carlos Veras (PT-PE)
  • Clodoaldo Magalhães (PV-PE)
  • Eriberto Medeiros (PSB-PE)
  • Felipe Carreras (PSB-PE)
  • Fernando Coelho (União-PE)
  • Fernando Monteiro (Republicanos-PE)
  • Lucas Ramos (PSB-PE)
  • Luciano Bivar (União-PE)
  • Maria Arraes (Solidariedade-PE)
  • Pedro Campos (PSB-PE)
  • Renildo Calheiros (PCdoB-PE)
  • Túlio Gadêlha (Rede-PE)

Lindbergh Farias, líder do PT na Casa, considerou o resultado da votação como “golpe de Estado continuado que nunca parou de escalar” e discordou do argumento de pacificação levantado pelos partidos conservadores e alinhados ao bolsonarismo.

O projeto é de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos) e ainda não tem data definida para votação.

Como era de se esperar, a notícia rapidamente se espalhou e repercutiu entre os políticos pernambucanos. A direita comemorou a medida, considerada “justa e prudente”.

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