Foto: Reprodução / Redes Sociais
Após votar favoravelmente na PEC das prerrogativas, apelidada de PEC da Blindagem, o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) recebeu uma enxurrada de comentários em suas redes sociais, de seguidores e internautas que acompanham seu mandato, rasgando críticas à postura do parlamentar.
Em resposta, Campos publicou um vídeo em suas redes sociais nesta quinta-feira (18), onde afirmou que o seu voto a favor da PEC foi um erro. “Em respeito aos meus eleitores, e a todos os brasileiros, em especial aqueles que acompanham e que gostam do nosso trabalho. Eu resolvi vir aqui falar com vocês de maneira simples e direta sobre essa posição”, iniciou o parlamentar.
“Nas últimas semanas, partidos do centrão apresentaram aqui uma PEC que tinha várias versões diferentes e que sempre existiu o risco, primeiro, de um projeto que aumentasse a presença de bandidos dentro da política e segundo, de uma aliança entre o centro e o PL [Partido Liberal], para fazer avançar a anistia“, esclareceu.
“Diante disso, nós do campo progressista tínhamos duas posições possíveis. Uma era dizer que não aceitávamos discutir nenhum texto dessa PEC e arriscar que a anistia passasse e, além disso, esse acordo boicotasse as pautas importantes do governo, como a tarifa social de energia e o imposto de renda. A segunda posição era discutir o texto da PEC, tentar tirar os maiores absurdos que ali estavam contidos e buscar um caminho para barrar a anistia e fazer avançar as pautas populares que estão aqui no Congresso”, disse.
O deputado afirmou que parte dos líderes do campo progressista resolveu seguir o caminho de discutir o texto da PEC, garantindo, em tempo, a retirada de itens que previam que a Polícia Federal precisaria de autorização para investigar parlamentares ou realizar busca e apreensão.
Contexto da votação
“A votação da PEC foi iniciada com essa discussão ainda em andamento. Por isso, como líder da bancada, ouvindo os parlamentares, decidimos votar pelo adiamento da discussão, para ganhar tempo, e também contra o voto secreto e contra o foro privilegiado para presidentes nacionais de partidos”, disse, afirmando que nos demais pontos a bancada votou dividida.
Segundo Pedro, em síntese, seu voto a favor foi uma tentativa de “derrubar a anistia”, reconhecendo que a PEC foi aprovada da forma como a bancada não queria. Ao término, o parlamentar reconheceu que não escolheu o melhor caminho e afirmou que entrou com um mandado de segurança no STF para anular a votação e a manobra para a volta do voto secreto.
Apesar da justificativa, internautas sustentaram as críticas à postura do deputado, afirmando que o intuito do voto favorável era proteger “os seus”, enquanto outros disseram se tratar de uma pauta que não cabia negociação.
PEC da Blindagem
A proposta prevê proteger parlamentares de investigações judiciais, exigindo autorização prévia da Câmara ou do Senado para que o Supremo Tribunal Federal processe deputados e senadores. A decisão deve ser tomada em votação secreta e com maioria absoluta (metade mais um dos membros da Casa).
A Proposta de Emenda à Constituição também amplia o foro privilegiado para incluir presidentes de partidos com representação no Congresso, que passariam a ser julgados diretamente pelo STF.






