Foto: Filipe Gondim
A Câmara Municipal do Recife realiza nesta quarta-feira (3) uma audiência pública para discutir a prorrogação da validade do concurso para professores realizado em 2023. O debate, requerido pela vereadora Liana Cirne, ocorre sob pressão do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE), que alerta para quase mil vagas não preenchidas na rede municipal de ensino.
Segundo o sindicato, 296 aprovados no cadastro de reserva aguardam convocação pela Prefeitura do Recife, que tem sido lenta no processo. A demora resulta em trabalhadores contratados temporariamente (CTDs) ocupando funções inadequadas e, em alguns casos, no retorno de alunos para casa devido à falta de docentes em sala de aula.
Eva Azevedo, diretora do SIMPERE, criticou a morosidade da gestão municipal. “Estamos falando de uma rede que vive o absurdo de deixar crianças sem aula porque não há efetivos em sala de aula. O concurso foi uma conquista da categoria, mas a morosidade da gestão em nomear mostra desrespeito com professores e famílias”, afirmou.
A crise é agravada pela ausência de coordenadores pedagógicos em pelo menos 22 escolas e pela paralisação de mais de 60 pedidos de transferência para salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), prejudicando estudantes com deficiência. Jaqueline Dornelas, também diretora do SIMPERE, defendeu a convocação imediata: “Não dá para naturalizar esse déficit de professores. A Prefeitura precisa convocar imediatamente o cadastro de reserva”.
Anna Davi, outra integrante da diretoria, ressaltou que mesmo a convocação total dos aprovados não resolverá o problema. “Além de convocar, é necessário pensar em um novo concurso para atender a demanda crescente da cidade”, finalizou. O SIMPERE argumenta que a prorrogação do prazo do concurso é essencial para garantir o direito dos aprovados e o acesso à educação para as crianças do Recife.






