Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
A morte do ex-ministro Raul Jungmann provocou manifestações de pesar de integrantes do Poder Judiciário, do Executivo e de lideranças políticas de diferentes campos. Em nota oficial, o Supremo Tribunal Federal (STF) destacou a atuação de Jungmann nas áreas de inteligência e segurança pública, com ênfase no papel desempenhado ao longo de sua trajetória institucional.
Entre os ministros da Corte, Alexandre de Moraes lembrou o trabalho conjunto realizado durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, período marcado por ações integradas de segurança. Já Gilmar Mendes ressaltou a postura republicana e a integridade do ex-ministro na mediação e resolução de conflitos ao longo da vida pública.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública também divulgou nota logo após a confirmação da morte, reconhecendo as contribuições de Jungmann ao Estado brasileiro. No campo político, o ex-presidente Michel Temer afirmou que o país perde um homem que soube atuar em diferentes funções públicas, da Reforma Agrária à Defesa, sempre vinculado ao interesse público.
Natural de Pernambuco, Jungmann iniciou sua trajetória política no antigo PCB. Foi vereador no Recife e exerceu mandatos como deputado federal. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, comandou o Ibama e os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Política Fundiária. Em 2018, tornou-se o primeiro titular do Ministério da Segurança Pública, criado para centralizar ações de combate ao crime organizado e coordenar operações envolvendo as Forças Armadas.
A repercussão da morte alcançou governadores como Eduardo Leite (RS) e Helder Barbalho (PA), além de senadores, entre eles Humberto Costa e Randolfe Rodrigues, que destacaram sua capacidade de diálogo político. No campo jurídico, o histórico de Jungmann inclui investigações relacionadas a contratos firmados durante sua passagem pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, que foram posteriormente arquivadas pela Justiça Federal por falta de provas.
Em nota institucional, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), por meio de sua presidente do Conselho Diretor, Ana Sanches, registrou que a morte de Jungmann ocorre em um momento de transformação do setor mineral. À frente da entidade, ele conduzia uma agenda voltada à sustentabilidade, governança e práticas alinhadas ao ESG.
Atendendo a um desejo pessoal, o velório será realizado em cerimônia restrita, destinada apenas a familiares e amigos próximos. Jungmann deixa esposa e filhos.







