Foto: Reprodução / TV Globo
A TV Globo deu continuidade, nesta terça-feira (15), à série de sabatinas com os principais candidatos ao Governo de Pernambuco. Hoje foi a vez da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), de ser sabatinada pela emissora.
Durante 30 minutos de entrevista, Raquel foi questionada sobre diferentes temas, como segurança pública, economia e recentes polêmicas envolvendo a sua gestão.
Questionada sobre o recebimento do salário de procuradora do Estado (R$ 60 mil/mês) ao invés do de governadora (R$ 22 mil/mês), supostamente de forma inconstitucional, Raquel voltou a defender a legalidade da medida. “Eu tinha o direito de poder fazer uma opção entre a remuneração de governador e a remuneração de procuradora do Estado. O fiz e recebo pela Procuradoria do Estado de Pernambuco sem acumulação com o salário correspondente ao governo do Estado”, afirmou a candidata.
Raquel também lembrou que a medida foi votada e aprovada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco e que abrange não só a ela, mas todo servidor público que eventualmente venha a exercer cargo eletivo.
Outro assunto levantado na entrevista foi o escândalo envolvendo a empresa do seu pai, o ex-governador João Lyra, a Logo Caruaruense.
Como registrado pelo blog no início do ano, a empresa de transporte intermunicipal encerrou suas atividades após uma série de irregularidades virem à tona, entre elas, a falta de fiscalização da EPTI, Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal, durante a gestão de Raquel, o que levantou suspeitas de um suposto favorecimento.
A candidata negou favorecimento.
Comentando a promessa de campanha de 2022 em abrir cerca de 600 mil vagas de creches e a construção de 250 unidades no estado, Raquel afirmou que até o fim deste ano entregará 100 e as demais serão entregues até o fim do primeiro semestre do próximo ano.
A candidata justificou o atraso pela escolha dos terrenos, o convencimento dos gestores municipais sobre o tema e a garantia dos R$ 2 bilhões para a construção das unidades. “Então todo esse processo da escolha dos terrenos, da topografia, do dimensionamento, das próprias licitações. Empresas que ganharam, por exemplo, o lote de 30 creches não tinha a capacidade de fazer todas ao mesmo tempo e a gente foi trabalhando para que a gente pudesse fazer essa entrega”, disse.







